Ministério da Saúde publica que não há remédio que previna ou acabe com a Covid-19 e depois apaga

Julia Lindner
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BRASÍLIA — O Ministério da Saúde reforçou, pelo Twitter, que não existe remédio, vacina ou alimento que previna ou acabe com o novo coronavírus até o momento. A informação contraria declarações do presidente Jair Bolsonaro, que para o combate da doença. A publicação foi apagada cerca de uma hora depois.

"Olá! É importante lembrar que, até o momento, não existem vacina, alimento específico, substância ou remédio que previnam ou possam acabar com a Covid-19. A nossa maior ação contra o vírus é o isolamento social e a adesão das medidas de proteção individual", escreveu o perfil oficial Ministério da Saúde em resposta a uma seguidora que sugeriu o uso de Azitromicina para tratar a Covid-19.

Veja: href="https://oglobo.globo.com/sociedade/pfizer-anuncia-que-sua-vacina-contra-covid-19-95-eficaz-solicitara-uso-emergencial-nos-eua-24752767">Pfizer anuncia que sua vacina contra Covid-19 é 95% eficaz e solicitará uso emergencial nos EUA

O diálogo ocorreu em uma publicação da pasta que falava sobre a importância da população procurar uma Unidade de Saúde após identificar sintomas do novo coronavírus.

"Para combater a Covid-19, a orientação é não esperar. Quanto mais cedo começar o tratamento, maiores as chances de recuperação. Então, fique atento! Ao apresentar sintomas da Covid-19, #NãoEspere, procure uma Unidade de Saúde e solicite o tratamento precoce", dizia a mensagem original.

Desde o início da pandemia, o presidente Jair Bolsonaro defendeu o uso de fármacos como hidroxicloroquina e azitromicina como forma de combate à Covid-19, contrariando especialistas e até mesmo integrantes do Ministério da Saúde.

No final de março, quando o Brasil registrava os primeiros casos de Covid-19, Bolsonaro escreveu que o tratamento com Hidroxicloroquina e Azitromicina "tem se mostrado eficaz" e que iria trazer "um ambiente de tranquilidade e serenidade ao Brasil e ao mundo. Oito meses depois, o País possui mais de 160 mil mortes decorrentes da doença.

Nos últimos meses, virou praxe que ministros e aliados de Bolsonaro anunciassem que estavam sendo tratados com os medicamentos após contraírem a doença. É o caso do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, que chegou a ser internado no final de outubro por complicações após contrair a covid-19. Alguns dias antes da internação, Pazuello falou, ao lado de Bolsonaro, que tomou os medicamentos defendidos pelo presidente e que estava "zero bala".

Após receber alta, o ministro admitiu que o novo coronavírus é "uma doença complicada" e que é "difícil voltar ao normal".