Ministério da Saúde reduz em 14,5 milhões previsão de entregas de vacina em maio

O Globo
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TOPSHOT - A man is vaccinated against COVID by a health worker in a remote area of Moju, Para state, Brazil on April 16, 2021. - Brazil is the country with the second-highest death toll in the world, with more than 365,000 fatalities -- 66,000 in March alone. Observers believe the number is an undercount. Last week, the country of 212 million people recorded a new record of 4,000 deaths in 24 hours. (Photo by Joao Paulo Guimaraes / AFP) (Photo by JOAO PAULO GUIMARAES/AFP via Getty Images)

BRASÍLIA - Em mais uma frustração para o calendário de vacinação contra a Covid-19, o governo federal reduziu de forma significativa a previsão de distribuição de imunizantes em maio. O número de doses esperadas caiu de 46,9 milhões para 32,4 milhões. O Ministério da Saúde divulgou as novas previsões neste sábado.

O novo cronograma confirma a frustração das entregas também em abril. No último dado divulgado, em 19 de março, a previsão era de que fossem distribuídas 47,3 milhões de doses no mês de abril. O ministro Marcelo Queiroga já tinha admitido que o número seria bem menor e no novo cronograma a estimativa é de distribuição de apenas 26,6 milhões de doses neste mês.

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Em maio, a maioria das doses que serão entregues ao Ministério virão da Fiocruz, que desenvolve um imunizante junto com a Astrazeneca e a Universidade de Oxford. Está prevista no cronograma a entrega de 21,5 milhões de doses. Constam ainda a previsão de 5,6 milhões de doses da CoronaVac, fruto da parceria do instituto Butantan com a Sinovac, 2,5 milhões de unidades da Pfizer e 2,8 milhões de doses por meio da iniciativa internacional Covax (sendo 2 milhões de doses do imunizante da Astrazeneca e 800 mil doses da Pfizer).

A versão anterior da estimativa para maio mostra que houve frustração das expectativas de entregas pela Fiocruz (sendo 5,3 milhões de doses envasadas pela instituição e outras 2 milhões importadas da Índia), pelo Butantan, 400 mil doses a menos, pela Covax, da qual se esperava 3,3 milhões de doses a mais, e pela Pfizer, de quem o Ministério contava receber 11 milhões de doses a mais. Foram retiradas ainda do cronograma a expectativa por doses de dois imunizantes que ainda não obtiveram aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A pasta contava receber no próximo mês 4 milhões de doses da Covaxin (cujo laboratório não obteve ainda nem a certificação de boas práticas da agência) e 2 milhões de unidades da Sputnik V (que ainda não obteve autorização de uso emergencial na Anvisa).