Ministério da Saúde só consegue comprar 2,4% das seringas em licitação

O Globo
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BRASÍLIA A licitação realizada pelo Ministério de Saúde para comprar seringas e agulhas para a realização da vacinação contra a Covid-19 fracassou e a pasta só conseguiu garantir 7,9 milhões de unidades enquanto buscava adquirir 331,2 milhões.

O pregão eletrônico foi concluído nesta terça-feira e houve vencedor em apenas um dos quatro itens da concorrência. E mesmo assim, o fornecedor se comprometeu apenas com uma entrega parcial dos itens.

A empresa vencedora garantiu a entrega de apenas 7,9 milhões de unidades em um item do edital que pretendia adquirir 31,2 milhões. Uma concorrente chegou a ser chamada pelo leiloeiro para negociar para complementar o montante desejado, mas não houve avanço. A empresa vencedora ainda terá de passar pela avaliação da área técnica sobre o material a ser comprado.

Nos outros três itens do edital nada foi comprado. Pelo site de compras do governo federal não é possível identificar se houve problema de documentação com as concorrentes ou se a questão se deveu ao preço desejado pelas empresas.

O governo federal avalia que poderia implementar o plano nacional de imunização a partir de 20 de janeiro, caso alguma vacina seja certificada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em tempo hábil, mas a dificuldade para a compra das seringas e agulhas pode ser um novo complicador. Geralmente, as compras são realizadas por estados e municípios, mas na pandemia o governo federal tem feito processos de compra unificados na busca de garantir melhor preço e a entrega dos materiais.

O Minsitério da Saúde foi procurado para falar sobre o resultado da licitação, mas ainda não respondeu.