Ministério da Saúde vai implementar barreiras sanitárias para conter variante indiana da Covid-19

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Brazil's Minister of Health, Marcelo Queiroga, gestures after a press conference on the Planalto Palace  in Brasilia, Brazil March 24, 2021. REUTERS/Ueslei Marcelino
Brazil's Minister of Health, Marcelo Queiroga, gestures after a press conference on the Planalto Palace in Brasilia, Brazil March 24, 2021. REUTERS/Ueslei Marcelino

BRASÍLIA — O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou neste sábado que o governo vai implementar barreiras sanitárias em aeroportos, rodoviárias e rodovias para conter a entrada da variante indiana da Covid-19.

Os primeiros casos foram identificados no Maranhão, e a primeira medida anunciada pelo Ministério será de enviar 600 mil testes rápidos para o estado com o objetivo de acompanhar uma possível disseminação da nova variante. Os testes devem sair de Guarulhos ainda no domingo e chegar no final da tarde.

De acordo com o ministro da Saúde, todos os passageiros que passarem por aeroportos ou pelas fronteiras do estado precisarão fazer o teste rápido.

— Qualquer passageiro que tiver teste rápido positivo ele fará RT-PCR com a pesquisa também genômica no intuito detectarmos a possibilidade da variante indiana. Estamos atentos também a possíveis casos que podem surgir em outros estados e a conduta será a mesma — explicou Queiroga.

Rodrigo Otávio Cruz, secretário executivo do Ministério, explicou que a pasta está seguindo uma estratégia de busca ativa dos casos.

— A ideia é que a gente faça uma busca ativa em locais de circulação e pontos de saída buscando pessoas sintomáticas e assintomáticas — disse.

A decisão foi anunciada após uma reunião do ministro com o secretário de Saúde da cidade de São Paulo, Edson Aparecido, na manhã deste sábado. No encontro, o secretário sugeriu um plano de ações que incluía a instalação de barreiras sanitárias e triagem de pessoas provenientes do Maranhão e da Argentina, onde a nova variante já foi identificada.

Transportes com origem do Maranhão também serão monitorados no Terminal do Tietê, em São Paulo, e nas rodovias Fernão Dias e Dutra. 

O secretário executivo do ministério afirmou que a ideia é que essa estratégia se expanda para outros municípios.

— As equipes de saúde farão uma triagem dos passageiros, dos grandes equipamentos de movimentação de pessoas. A gente vai buscar as pessoas sintomáticas e assintomáticas para fazer o teste, em caso de resultado positivo se isola e vai investigar pra ver se o vírus corresponde a uma variante indiana. 

O Brasil chegou a suspender voos da Índia na semana passada, após recomendação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Voos de origem na Inglaterra, Irlanda do Norte e África do sul também estão suspensos porque a variante também foi identificada nesses países.

Queiroga disse que não há indícios de transmissão comunitária da variante indiana, mas que a pasta faz monitoramento.

— Mas antes da vedação dos indianos no Brasil chegavam pessoas da Índia. Estamos buscando tudo isso para avaliar esses casos e conter uma possível transmissão comunitária desse vírus — afirmou.

O ministro afirmou que a distribuição dos 2,4 milhões de testes que a pasta tem vai começar com prioridade no Maranhão, devido ao caso da variante indiana, e também a regiões de fronteira e aeroportos.

Na segunda-feira, haverá reunião com representantes do Conselho Nacional dos Secretários Estaduais e Municipais de Saúde (Conass e Conasem) com a pasta para definir parâmetros para a distribuição mais ampliada de testes.

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