Ministério do Meio Ambiente retira 66% dos recursos voltados para operações de campo no semiárido

Renato Grandelle
Recursos voltados à desertificação são necessários para proteger a Caatinga, bioma que tem menos de 2% de seu território está inserido em unidades de proteção integral

RIO — O Ministério do Meio Ambiente (MMA) repassou em outubro R$ 660 mil à Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Territorial) para trabalhos voltados à desertificação da Caatinga. Trata-se de 66% de todo o orçamento da pasta dedicado ao tema, de pouco mais de R$ 1 milhão.

A Embrapa Territorial é dedicada a atividades como o monitoramento de terras e atividades econômicas por satélite. Por isso, não atende diretamente as necessidades das mais de 27 milhões de pessoas que vivem no semiárido. As operações em campo, em âmbito federal, devem ser realizadas pelo próprio MMA, que contará com apenas R$ 340 mil para a realização de programas.

Entre as atribuições que devem ser promovidas pelo ministério contra a desertificação estão o incentivo a campanhas de reflorestamento, a proteção de matas ciliares e a identificação das áreas prioritárias para a criação de unidades de conservação. Hoje, a região tem cerca de 200 mil km² de terras degradadas, uma área maior do que o Ceará. Algumas regiões já são consideradas imprestáveis para a agricultura.

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