Ministério Público Federal denuncia 'faraó dos bitcoins' e mais 15 pessoas por crime contra o sistema financeiro

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O Ministério Público Federal (MPF) denunciou por organização criminosa e crimes conta o sistema financeiro o ex-garçom Glaidson Acácio dos Santos, de 38 anos, dono da GAS Consultoria, sua mulher e sócia, a venezuelana Mirelis Yoseline Diaz Zerpa, que se encontra foragida, e outras 14 pessoas. No último mês, o grupo foi denunciado pela Polícia Federal por crime contra o sistema financeiro nacional, lavagem de dinheiro e gestão temerária ou fraudulenta. A assessoria da GAS Consultoria confirmou a indiciamento do ex-pastor. Cinco suspeitos não foram denunciados.

A organização criminosa foi desarticulada no dia 25 de agosto, quando a PF, com o apoio do MPF e da Receita Federal, fizeram a Operação Kryptos. A ação resultou na prisão do ex-garçom, conhecido em Cabo Frio como "faraó dos bitcoins".

As investigações que apontaram Glaidson e seus cúmplices começaram no dia 28 de abril, quando agentes da Polícia Federal apreenderam R$ 7 milhões dentro de um helicóptero em Armação dos Búzios, cidade da Região dos Lagos, com destino a São Paulo.

Na prisão do ex-garçom, no fim de agosto, os investigadores cerca de R$ 15,3 milhões em dinheiro vivo. Ele teria movimentado, em seis anos, cerca de R$ 38 bilhões. A polícia descobriu ainda que Glaidson é ex-pastor da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd) e que fez doações para a entidade religiosa. Segundo levantamento da Receita Federal, as transferências do acusado à Iurd foram de aproximadamente R$ 29 milhões entre 2018 e 2020. A igreja, porém, confirma ter recebido valores ainda mais altos, de R$ 72,3 milhões, entre 4 de maio de 2020 a 12 de julho de 2021.

As contas do dono da GAS e de suas empresas estão bloqueadas por determinação da Justiça. Ele também foi investidado pela Polícia Civil do Rio.Também foram indiciados: o empresário João Marcus Pinheiro Dumas Viana e o corretor deimóveis Michael de Souza Magno, conhecido como "corretor das estrelas". Ambos foram alvos da segunda fase da Operação Kryptos. Apesar de haver mandados de prisão expedidos contra eles pelo juiz da 3ª Vara Criminal Federal, Vitor Barbosa Valpuesta, ambos seguem foragidos.

No dia 25 de agosto, além de Glaidson, foram presos Tunay Pereira Lima e sua esposa, Marcia Pinto dos Anjos, apontados como operadores do esquema conhecido como Ponzi, quando os investidores aplicam dinheiro em Bitcoins, sem a obrigatoriedade de convidar outros investigadores, como ocorre com o esquema conhecido como pirâmide financeira.

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