Ministério Público junto ao TCU pede indisponibilidade de bens de Bolsonaro, Ibaneis e Anderson Torres

Ex-presidente Jair Bolsonaro

Por Ricardo Brito

BRASÍLIA (Reuters) - O subprocurador-geral junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) Lucas Rocha Furtado solicitou nesta terça-feira que sejam declarados indisponíveis os bens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), do governador afastado do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), e do ex-secretário de Segurança Pública distrital Anderson Torres, após os atos de vandalismo de domingo.

Encaminhado ao presidente do TCU, Bruno Dantas, o ofício assinado por Furtado argumenta que a invasão e depredação dos palácios do Planalto, do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal (STF) por militantes bolsonaristas resultaram em "inúmeros prejuízos ao erário federal".

O subprocurador também inclui no pedido "outros responsáveis" pelos atos, principalmente seus financiadores.

As atitudes e declarações do ex-presidente Jair Bolsonaro questionando a confiabilidade das urnas eletrônicas e instituições democráticas têm sido encaradas como fatores que incentivaram, ao menos politicamente, os atos de domingo.

Já no caso de Ibaneis Rocha, reeleito para o governo do Distrito Federal com o apoio de Bolsonaro, avalia-se se que houve leniência ou omissão para conter o avanço dos manifestantes que invadiram os prédios públicos, destruindo janelas, móveis e obras de arte de valores incalculáveis.

O mesmo se aplica a Anderson Torres, ex-ministro da Justiça de Bolsonaro e tido como muito próximo do ex-presidente.

Ibaneis, que insistiu na nomeação de Torres, decidiu exonerá-lo após o quebra-quebra de domingo, mas a medida não foi suficiente para evitar decisão de afastá-lo do governo do DF por parte do ministro do STF Alexandre de Moraes.