Ministério pede ampliação de locais de vacinação após liberar estoque de vacinas para 1ª dose

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Vacinação no Rio de Janeiro

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O Ministério da Saúde pediu nesta segunda-feira a Estados e municípios que ampliem o número de locais de vacinação e estendam os horários de funcionamentos das unidades para aumentar a capacidade de vacinação contra a Covid-19, após ter autorizado os governos locais a utilizarem todas as vacinas recebidas para primeira dose, sem necessidade de reserva para a segunda aplicação.

Segundo documento do ministério, a orientação vale para 9,5 milhões de doses distribuídas ao longo das últimas semanas, tanto para o imunizante da AstraZeneca entregue pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) como para a CoronaVac, da chinesa Sinovac e envasada pelo Instituto Butantan.

"A mudança de estratégia se justifica pela garantia de estabilidade das entregas semanais de vacinas produzidas no Brasil por Fiocruz e Butantan, a partir do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) importado", disse o ministério em nota.

A vacinação contra a Covid-19 no país caminha em ritmo lento desde o início em janeiro devido à escassez de doses, o que tem colaborado para o pior momento da pandemia no Brasil, com mais de 15 mil mortos pela doença apenas na semana passada.

Apenas 2,6% da população brasileira com mais de 18 anos foi vacinada com as duas doses, de acordo com levantamento da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), enquanto o percentual que recebeu a primeira dose é de 7,4% --o que corresponde a 11,8 milhões de pessoas.

(Por Pedro Fonseca)