Ministério da Saúde anuncia quarta dose para imunossuprimidos e redução do intervalo para reforço

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BRASILIA, BRAZIL - OCTOBER 07: President of Brazil, Jair Bolsonaro, accompanying the Minister of Health of Brazil, Marcelo Queiroga, ceremony for the Modernization of Occupational Health and Safety Regulation, at Planalto Palace in Brasilia, Brazil October 7, 2021. (Photo by Mateus Bonomi/Anadolu Agency via Getty Images)
O ministro Marcelo Queiroga já havia informado sobre redução no sábado. Foto: Mateus Bonomi/Anadolu Agency via Getty Images.
  • Prazo entre segunda e terceira dose agora é de 4 meses

  • Intervalo é igual entre doses de reforço de imunossuprimidos

  • Confira a lista dos considerados como imunocomprometidos

Em nota técnica divulgada nesta segunda-feira (20), o Ministério da Saúde definiu a redução do prazo mínimo para a aplicação da dose de reforço da vacina contra covid-19. Agora, o prazo é de quatro meses desde o recebimento da segunda dose.

No sábado (18), o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, já havia anunciado a redução do intervalo para a dose de reforço.

Além disso, a nota anunciou a aplicação da segunda dose de reforço em pacientes imunossuprimidos, ou seja, a quarta dose da vacina. O intervalo entre os reforços também deve ser de quatro meses.

"Uma dose de reforço da vacina COVID-19 para todos os indivíduos imunocomprometidos acima de 18 anos de idade que receberam três doses no esquema primário (duas doses e uma dose adicional), que deverá ser administrada a partir de 4 meses", estabelece o documento.

De acordo com a nota, são pacientes imunocomprometidos:

  • portadores de imunodeficiência primária grave;

  • quem está realizando quimioterapia para câncer;

  • transplantados de órgão sólido ou de células tronco hematopoiéticas (TCTH), que fazem uso de drogas imunossupressoras;

  • pessoas que vivem com HIV/AIDS;

  • pacientes que usam corticóides em doses ≥20 mg/dia de prednisona, ou equivalente, por ≥14 dias;

  • pessoas que usam drogas modificadoras da resposta imune;

  • pacientes com condições auto inflamatórias e doenças intestinais inflamatórias;

  • pacientes em hemodiálise;

  • pacientes com doenças imunomediadas inflamatórias crônicas.

A nota foi assinada pela secretária Extraordinária de Enfrentamento à Covid-19 do Ministério da Saúde, Rosana Leite de Melo.

"O avanço da vacinação contra a COVID-19 no Brasil já permitiu alcançar notáveis ganhos em saúde pública, reduzindo de maneira significativa a ocorrência de casos graves e óbitos pela COVID-19. No atual momento, amplia-se a vacinação em toda população adulta de maneira acelerada e há de se reconsiderar mudanças nas estratégias de vacinação em pessoas com mais de 18 anos de idade, uma vez que existe uma tendência a redução da efetividade das vacinas contra a COVID-19 com o passar do tempo", afirma o documento.

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