Ministério da Saúde determina que grávidas só podem tomar Pfizer ou CoronaVac

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A health worker inoculates a pregnant women with a dose of the Chinese-made Sinopharm Covid-19 coronavirus vaccine after the government imposed a lockdown with travel restrictions to curb the spread of Covid-19 coronavirus, in Colombo on June 9, 2021. (Photo by LAKRUWAN WANNIARACHCHI / AFP) (Photo by LAKRUWAN WANNIARACHCHI/AFP via Getty Images)
Foto: Lakruwan Wanniarachchi via Getty Images
  • Imunizantes de vetor viral estão proibidas para esse público

  • Pasta também proibiu combinação de vacinas para qualquer pessoa

  • Apenas 10% das grávidas no país foram vacinadas

Em coletiva nesta quinta-feira (8), o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, informou que grávidas sem comorbidades podem receber a vacina contra a Covid-19, desde que sejam os imunizantes da Pfizer ou a CoronaVac.

A instrução é que as vacinas de vetor viral, como são as vacinas AstraZeneca e Jannsen, não sejam aplicadas em grávidas.

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) já havia declarado, na última terça-feira (6), que não deveriam ser aplicadas vacinas de vetor viral em grávidas.

Além disso, Queiroga adverte que a combinação de vacinas - ou seja, receber a primeira dose de um fabricantes e a segunda de outro - não está autorizada em nenhuma pessoa.

"Os secretários estaduais, municipais, têm autonomia, mas não para mudar o cerne do que foi discutido na política tripartite. Não pode ficar criando esquemas vacinais diferentes de maneira discricionária sem ouvir o Programa Nacional de Imunizações", afirmou o ministro.

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Ao menos dois estados, Rio de Janeiro e Ceará, já haviam autorizado a combinação de uma dose de AstraZeneca e uma de Pfizer em grávidas e puérperas (mulheres no período de 45 dias após o parto).

"A intercambialidade não está autorizada em grávidas ou em não grávidas", reforçou Queiroga.

Agora, as grávidas que tomaram a primeira dose de AstraZeneca terão de ser esperar até o fim do puerpério para receber a segunda dose, do mesmo imunizante.

A vacinação de grávidas sem comorbidades já havia começado em várias cidades. Até agora, de acordo com dados apresentados pela secretária extraordinária de enfrentamento à Covid-19, Rosana Leite de Melo, 313.235 das 3 milhões de grávidas no Brasil já foram vacinadas, o que representa 10% dessa população.

Dessas, 64,31% foram vacindas com Pfizer, 20,3% com CoronaVac e 15,39% com AstraZeneca.

Entre o total de grávidas vacinadas, com qualquer imunizante, 439 apresentaram efeitos adversos, sendo 24 graves. Entre os casos graves houveram 4 mortes, mas 3 não foram relacionadas à vacina. O óbito que teve relação com a vacina não teve relação causal com a gestão, de acordo com o Ministério da Saúde.

Após a morte de uma gestante, a pasta decidiu suspender a vacinação de gestantes sem comorbidades.

De acordo com Rosana Leite de Melo, a decisão de vacinar todas as grávidas, com e sem comorbidade, foi tomada após uma análise de risco-benefício, que levou em consideração a situação da pandemia no Brasil.

Segundo dados apresentados pelo ministério, o país já registrou 1,4 mil mortes de gestantes por Covid-19.

"A mortalidade [por Covid-19] que vem nesse grupo é aproximadamente 39 por 100 mil gestantes. Isso causou muita preocupação. Lembrando que estudos em fase 3 para gestantes não existem, então nós analisamos o risco-benefício e, a partir daí, [recomendamos a vacinação] com esses imunizantes, que seriam a CoronaVac ou a vacina da Pfizer", afirmou a secretária.

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