Ministério da Saúde diz que SP usou 2ª dose da AstraZeneca como 1ª

·3 minuto de leitura
O Ministério da Saúde acusou o governo de São Paulo de aplicar vacinas da AstraZeneca reservadas para segunda dose na primeira aplicação (Photo by Rahel Patrasso/Xinhua via Getty Images) (Photo by Rahel Patrasso/Xinhua via Getty Images)
O Ministério da Saúde acusou o governo de São Paulo de aplicar vacinas da AstraZeneca reservadas para segunda dose na primeira aplicação (Photo by Rahel Patrasso/Xinhua via Getty Images) (Photo by Rahel Patrasso/Xinhua via Getty Images)
  • O Ministério da Saúde acusou o governo de São Paulo de aplicar vacinas da AstraZeneca reservadas para segunda dose na primeira aplicação

  • O imunizante de Oxford está em falta na capital paulista

  • A prefeitura pediu mais doses, mas o estado afirmou ter enviado a quantidade prevista, cobrando o Ministério da Saúde

O Ministério da Saúde acusou o governo de São Paulo de aplicar vacinas da AstraZeneca reservadas para segunda dose na primeira aplicação. O imunizante para a Covid-19 está em falta na capital paulista.

Segundo reportagem do portal UOL, a Prefeitura de São Paulo pediu ao governo estadual para receber novas remessas de doses. Mas o estado afirmou ter enviado a quantidade prevista, cobrando o Ministério da Saúde por mais doses e até ameaçando ir ao STF (Supremo Tribunal Federal).

Leia também

Em nota ao portal UOL, o Ministério da Saúde disse que "não deve segunda dose de vacina contra a covid-19 da AstraZeneca ao estado de São Paulo" e que foram utilizadas vacinas destinadas à segunda dose como se fossem para a primeira.

"Até o momento, foram entregues ao estado 12,4 milhões de dose 1 e 9,2 milhões de dose 2 da AstraZeneca. Os 2,8 milhões de doses não foram enviados porque o prazo de intervalo entre a primeira e segunda dose só se dará no final do mês. Dados inseridos por São Paulo no Localiza SUS mostram que o estado utilizou como primeira dose vacinas destinadas à dose dois. O estado aplicou 13,99 milhões de doses 1 e 6,67 milhões de dose 2", disse a pasta.

"O ministério reitera que as alterações nas recomendações do Programa Nacional de Imunizações (PNI) acarretam na falta de doses para completar o esquema vacinal na população brasileira. Por isso, o Ministério da Saúde alerta mais uma vez para que estados e municípios sigam o Plano Nacional de Operacionalização", afirmou.

Desde o início da campanha de vacinação, em janeiro, o governo federal tem dito que as quantidades de doses prometidas podem mudar —tanto para mais como para menos—, porque dependem da entrega pelas fabricantes, que estão envasando doses para vários países do mundo.

Recentemente, a Fiocruz não recebeu as quantidades esperadas de novos lotes de IFA (Insumo Farmacêutico Ativo), vindos da China e necessários para fabricar a vacina da AstraZeneca, o que teria prejudicado a previsão de envio do ministério aos estados.

O secretário-executivo de Saúde paulista, Eduardo Ribeiro, responsável pela logística de vacinas no estado, afirmou ao portal UOL que São Paulo tem um calendário de vacinação próprio, modelado seguindo as complexidades de cada município. Esse calendário é baseado nas promessas de entrega do ministério, que costumeiramente sofre mudanças no combinado.

"As doses são encaminhadas progressivamente, ninguém 'guarda' dose. Não tem diretriz do ministério de mandar mil doses, para aplicar 500 e guardar por três meses 500 doses. Mesmo porque a validade [das vacinas] não permite. É notória a dificuldade do produtor [Fiocruz] de honrar com compromisso e entendo que coloca o ministério em dificuldade. Não estamos para criar cavalo de batalha, buscamos solução", disse.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos