Ministério da Saúde nega mudança no critério de distribuição de vacinas "para prejudicar algum estado"

·2 minuto de leitura
Ministério da Saúde explicou metodologia para a distribuição de doses de vacinas contra a covid-19 (Foto: Reprodução)
Ministério da Saúde explicou metodologia para a distribuição de doses de vacinas contra a covid-19 (Foto: Reprodução)
  • Ministério da Saúde negou nesta quarta-feira (18) mudança no critério para distribuição de vacinas "para prejudicar algum estado"

  • Em coletiva hoje, ministério explicou que metodologia leva em conta população nos grupos prioritários, não número de habitantes

  • Governador de SP acusa ministério de cortar pela metade o número de doses que deveria ser enviado ao estado

O Ministério da Saúde negou nesta quarta-feira (18) alteração da metodologia de distribuição de vacinas contra a covid-19 para “prejudicar algum estado” e afirmou que os critérios adotados levam em conta a população nos grupos prioritários, e não proporcionalmente aos habitantes da unidade da federação.

“Ministério da Saúde tem o compromisso de fazer essa distribuição com equidade para que todos consigamos chegar ao final da campanha de imunização ao mesmo tempo, para daí planejarmos como será o amanhã após o fim da pandemia”, disse o ministro Marcelo Queiroga, em entrevista coletiva hoje.

Leia também:

Queiroga rebateu reclamação do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), que acusou o Ministério da Saúde de cortar pela metade o número de doses que deveria ser enviado ao estado.

Na sexta-feira (13), o governo de São Paulo decidiu entrar com uma ação para exigir que o ministério siga entregando ao estado a mesma proporção de doses de vacinas que prevaleceu ao longo da campanha de imunização.

No início do mês, o Ministério da Saúde alegou que a redução no envio das doses da Pfizer se deu porque São Paulo teria recebido unidades extras da vacina Coronavac, produzida pelo Instituto Butantan. Segundo a secretária de Atenção à Covid, Rosana Leite, o laboratório entregou 301,9 mil doses a mais ao estado.

Nesta quarta-feira, a secretária admitiu que a pasta errou ao descontar doses de Pfizer em vez de unidades de Coronavac. “Entendemos que cometemos esse equívoco. Devolveremos essas doses da Pfizer, o estado continuará a recebê-las, e tomaremos todas as medidas legais”, afirmou.

Ela explicou que, desde o início da campanha, o ministério permite que o estado retire doses de Coronavac no Butantan, já que o laboratório fica localizado na capital. No entanto, após ajustar a distribuição de doses e passar a entregar menos unidades para São Paulo, o ministério constatou que o estado seguiu retirando vacinas no Butantan.

“Realmente foi constatado que o Instituto Butantan entregou a mais 301,9 mil doses para São Paulo. Nós ainda não conseguimos descontar, mas o estado está a dever 301,9 mil doses do Butantan”, reconheceu.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos