Procuradoria do DF e Polícia Federal vão investigar esquema da Covaxin

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Governo Bolsonaro negociou proprina na compra de doses da indiana Covaxin. REUTERS/Adriano Machado / TPX IMAGES OF THE DAY.
Governo Bolsonaro negociou propina na compra de doses da indiana Covaxin. REUTERS/Adriano Machado / TPX IMAGES OF THE DAY.

As negociações na compra do imunizante indiano Covaxin pelo governo Bolsonaro serão investigadas criminalmente pela Procuradoria da República no Distrito Federal e pela Polícia Federal. A PF atendeu a um pedido do ministro da Justiça, Anderson Torres. Quanto a PR do Distrito Federal, a decisão foi tomada pelo 11º Ofício de Combate ao Crime e à Improbidade Administrativa da Procuradoria.As informações são do G1.

Até então, a apuração tinha caráter preliminar. As negociações envolvendo a aquisição da Covaxin são alvos do Ministério Público e da CPI da Covid. 

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Nesta terça-feira (29), o Ministério da Saúde anunciou que iria suspender as negociações para a compra da vacina Covaxin contra o coronavírus SARS-CoV-2, desenvolvida pelo laboratório indiano Bharat Biotech e representada, no Brasil, pela empresa Precisa Medicamentos. A decisão sobre o cancelamento da aquisição do imunizante contra a COVID-19 foi comunicada após divulgação de supostas irregularidades do acordo.

A Procuradoria da República no Distrito Federal informou que foi aberto um procedimento investigatório criminal para investigar o acordo de 1,6 bilhão de reais fechado pelo governo federal com a Precisa Medicamentos, representante no Brasil do laboratório indiano Bharat Biotech, por 20 milhões de doses da Covaxin.

O acordo foi fechado em fevereiro, mesmo sem o aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para a vacina indiana. Na terça-feira, o governo suspendeu o contrato por sugestão da Controladoria-Geral da União (CGU), apesar de afirmar que não vê irregularidades inicialmente. A Precisa nega qualquer irregularidade.

Governo Bolsonaro cobrou propina de US$1 por dose para comprar vacina

Ainda na terça-feira, o representante de uma empresa que ofereceu vacinas ao Ministério da Saúde disse que recebeu um pedido de propina para fechar um contrato. Para casa dose fornecida, 1 dólar seria pago como propina. A informação foi dada por Luiz Paulo Dominguetti Pereira, representante da empresa Davati Medical Supply.

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