Ministra da Cultura convoca reunião com técnicos do Iphan para avaliar danos a prédios históricos

A ministra da Cultura, Margareth Menezes, vai se reunir na tarde desta segunda-feira com técnicos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) para avaliar os danos contra o patrimônio público cometidos durante ataques terroristas promovidos por bolsonaristas radicais.

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Em uma publicação no Twitter, Margareth afirmou que a Unesco no Brasil ofereceu ajuda para contribuir com a restauração do patrimônio. Além disso, segundo a ministra, já há uma rede de colaboradores que atuam na área de restauração de obras de arte para auxiliar o governo.

"É urgente avaliarmos os danos e começarmos a recuperação e restauro de todo patrimônio que foi brutal e absurdamente arrasado. Um quadro de Di Cavalcanti destruído a facadas revela tamanha ignorância e violência desses atos abomináveis. Brasília é patrimônio histórico material e imaterial do Brasil e vamos trabalhar unidos para a reconstrução de tudo que foi violado", escreveu Margareth em sua conta no Twitter.

A ministra está em Salvador e embarca para Brasília ainda nesta manhã para conduzir o levantamento dos danos ao patrimônio.

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No domingo, terroristas invadiram a sede dos três Poderes da República e destruíram os prédios históricos. Os golpistas se opõem ao resultado das eleições. A ação culminou em 204 prisões em flagrantes. Além disso, outras 1200 pessoas que estavam acampadas diante do QG do Exército, em Brasília, foram detidas para averiguação na manhã desta segunda-feira.

Inventário das obras destruídas

O Palácio do Planalto divulgou nesta manhã uma lista prévia de obras danificadas pelos terroristas. Em meio ao acervo, obras como "As mulatas", de Di Cavalcanti foi danificada com sete rasgos de diferentes tamanhos. A obra é estimada em R$ 8 milhões de reais. Segundo o Planalto, trata-se de uma das mais importantes obras do pintor.

Esculturas também foram danificadas: a obra"O Flautista", de Bruno Jorge, avaliada em R$250 mil, foi completamente destruída. Uma escultura de Frans Krajcberg , avaliada em R$ 300 mil, também foi atingida.

Além disso, móveis históricos foram depredados pelos terroristas como a mesa de trabalho do ex-presidente Juscelino Kubitscheck. Segundo o Planalto, " a mesa foi usada como barricada pelos terroristas". Outra mesa histórica teve o vidro quebrado.

Os golpistas também destruíram um relógio doado pela Corte Francesa a Dom João VI. Em todo o mundo havia apenas duas peças, uma delas foi destruída pelos terroristas. A outra, está exposta no Palácio de Versalhes, na França.

Apenas parte dos danos foram levantados pela equipe do Palácio, ainda haverá atualizações acerca dos danos ao acervo.