Ministra da Suíça recomenda que pessoas tomem banho juntas para economizar energia

Ministra da Suíça recomenda que pessoas tomem banho juntas para economizar energia (Getty Images)
Ministra da Suíça recomenda que pessoas tomem banho juntas para economizar energia (Getty Images)
  • A ministra de Meio Ambiente da Suíça deu declaração a um jornal local;

  • Após reações negativas, a ministra disse que a recomendação se limita a pessoas jovens;

  • O consumo precisa cair em 15% no próximo inverno para evitar cortes de energia no país.

Os preços de energia na Europa vem atingindo novos recordes desde que a Rússia reduziu o fornecimento de petróleo e de gás para os países do continente. Foi neste cenário que a ministra de Meio Ambiente da Suíça, Simonetta Sommaruga, recomendou que as pessoas tomem banho juntas para economizar energia. De acordo com o ministério, o consumo precisa cair em 15% no próximo inverno para evitar cortes de energia no país.

Durante uma entrevista para o jornal suiço “20 minuten”, Sommaruga afirmou que as pessoas podem desligar os computadores quando não precisam usar, que podem desligar as luzes ou tomar banho juntas.

Após a sugestão ter virado motivo de piada nas redes sociais, a ministra deu uma entrevista ao jornal “Tages-Anzeiger”, dizendo que a dica era destinada às pessoas jovens, e que, de fato, depois de uma certa idade, tomar banho junto não é conveniente para qualquer um.

As autoridades da Suíça, que importa 75% de seu gás da Alemanha, disseram em agosto que pretendem reduzir o consumo de energia em 15% de outubro de 2022 até o final de março de 2023, em comparação com o consumo médio dos últimos cinco anos.

Naquele mês, as autoridades também iniciaram uma campanha intitulada “A energia é limitada. Não vamos desperdiçá-lo”, que pediu às pessoas que ajudem a garantir que o país evite uma escassez de energia antes do inverno usando menos água, desligando aparelhos elétricos e luzes quando não estão em uso e diminuindo as temperaturas de aquecimento.

Se a situação não melhorar e houver mais escassez, o Conselho Federal Suíço poderia implementar “restrições de consumo, proibições e sistemas de cotas”, de acordo com relatórios locais.