Ministra do Turismo sobre suspeita de ligação com miliciano: 'Inimigos querendo me queimar'

Em conversa pelo WhatsApp, a nova ministra do Turismo, Daniela Carneiro, a Daniela do Waguinho, atribuiu as suspeitas sobre sua ligação política com milicianos a "inimigos" que querem "queimar" a sua reputação. "Os inimigos querendo me queimar, mas não irão conseguir", escreveu Daniela a um interlocutor, em mensagem flagrada pelo GLOBO.

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Em 2018, quando concorreu a uma vaga de deputada federal, a agora ministra fez campanha lado a lado com Juracy Alves Prudêncio, o Jura, condenado a 22 anos por homicídio.

Durante a solenidade da posse de Marina Silva (Meio Ambiente) no Palácio do Planalto, a ministra, que estava sentada entre os convidados da cerimônia, passou alguns minutos no telefone em conversas sobre o caso.

Ao receber mensagens de apoio, ela também disse que não era conivente com ilícitos.

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"Recebi muitos apoios, mas não respondo por outras pessoas. Não compactuo com qualquer ato ilícito. Cabe à polícia e à Justiça investigar e julgar casos que são da polícia e da Justiça", escreveu a ministra ao mesmo interlocutor, identificado nos contatos dela como Dr. Santoro H F.

Em 2018, Juracy Alves Prudêncio, o Jura, aparece em fotos entregando santinhos ao lado de Daniela numa passeata na Baixada Fluminense. Na época, Jura estava preso em regime semiaberto, conseguiu autorização da Justiça para sair da cadeia para trabalhar e ganhou o cargo de Diretor do Departamento de Ordem Urbana na Prefeitura de Belford Roxo, comandada pelo marido de Daniela, Wagner dos Santos Carneiro, o Waguinho.

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Na época, Daniela conseguiu ser eleita deputada federal. Em nota, a ministra afirmou que "apoio político não significa que ela compactue com qualquer apoiador que porventura tenha cometido algum ato ilícito".