Ministro alega falta de evidências científicas para recuo em vacinação de adolescentes

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BRASÍLIA— O Ministério da Saúde atribuiu à falta de evidências científicas e à ocorrência de eventos adversos a decisão de suspender a vacinação para adolescentes sem comorbidade no país. Segundo a pasta, a medida foi tomada por cautela. O Ministério afirmou que, até o momento, em meio à vacinação de cerca de 3,5 milhões de adolescentes, houve registro pequeno de eventos do gênero, mas que devem ser melhor analisados pela pasta.

No total, foram 1545 eventos adversos, a maior parte deles, no entanto, se deve à "erros de imunização", ou seja, jovens que receberam outros imunizantes que não o da Pfizer, que é o único recomendado para a faixa etária.

De acordo com o ministro Marcelo Queiroga, a recomendação é que adolescentes sem comorbidade que já receberam a primeira dose não tome a segunda até que haja nova recomendação da pasta. Já aqueles entre 12 e 17 anos que têm comorbidades devem completar o esquema vacinal, caso tenham recebido a primeira dose da vacina da Pfizer.

— Dos 3,5 que receberam vacina de maneira intempestiva, cerca de 1500 mil apresentaram eventos adversos. Não é um número grande, mas temos que ficar atentos com nossa vigilância em saúde para dar resposta que a sociedade quer ouvir dos gestores — afirmou Queiroga.

Dados apresentados pela pasta, considerando a primeira dose e a dose única, 21.936 doses de outros imunizantes — AstraZeneca, CoronaVac e Janssen— foram aplicadas em adolescentes, contrariando as recomendações sanitárias. Atualmente, somente a vacina da Pfizer possui autorização da Anvisa para aplicação em adolescentes.

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