Ministro da Argentina chama Eduardo Bolsonaro de 'ignorante' após críticas a Kirchner

Deputado Eduardo Bolsonaro em uma feira de armas em Joinville, Santa Catarina. REUTERS/Rodolfo Buhrer
Deputado Eduardo Bolsonaro em uma feira de armas em Joinville, Santa Catarina. REUTERS/Rodolfo Buhrer

O ministro das Relações Exteriores da Argentina, Santiago Cafiero, disse neste sábado (28) pelo Twitter que o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) é "ignorante".

O comentário veio após o filho 03 de Bolsonaro ter criticado a vice-presidente da Argentina, Cristina Kirchner, que foi acusada de corrupção pelo Ministério Público argentino.

Eduardo Bolsonaro postou uma mensagem de apoio ao senador republicano Ted Cruz, aliado do ex-presidente Donald Trump, defendendo sanções do governo dos Estados Unidos contra Cristina Kirchner.

“A evidência de que Cristina Kirchner é uma cleptocrata agora é pública e avassaladora, e sua corrupção por décadas minou a segurança nacional americana. O Congresso determinou sanções por seu comportamento. A administração Biden deve aplicá-las. Tweet de Ted Cruz, que recebeu apoio do deputado Eduardo Bolsonaro”

O o comentário de Cruz não deve impactar o bom relacionamento entre o governo de Joe Biden e a Argentina

Na postagem, Cafiero alfinetou tanto o congressista americano quanto o brasileiro. Ele escreveu "um é mais ignorante que o outro" e alegou que há uma perseguição judicial contra Cristina Kirchner, "movida por interesses ideológicos que nascem fora da Argentina".

Além disso, ele convidou os dois a ler o escritor e político Jauretche e os desafiou a entender a seguinte frase do autor: "Eles ignoram que a multidão não odeia, eles odeiam as minorias. Porque ganhar direitos causa alegria, enquanto perder privilégios causa ressentimento."

Cafiero é um dos servidores do governo de Alberto Fernández mais operantes na defesa pública de Cristina Kirchner. Os presidentes de Colômbia, México, Bolívia e Argentina apresentaram na quarta-feira (24) uma declaração conjunta de apoio a Cristina Kirchner, a quem consideram vítima de uma "perseguição judicial injustificável".

No Brasil, a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) prestou "incondicional solidariedade" à vice-presidente da Argentina. Nas redes sociais, ela também avaliou que Kirchner é vítima de "perseguição política".