Ministro da Educação recompõe ala militar no MEC em busca de apoio, mas sua permanência no cargo é incerta

Paula Ferreira e Renata Mariz
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Pablo Jacob / Agência O Globo
Pablo Jacob / Agência O Globo

BRASÍLIA — Sem base de apoio, o quarto ministro da Educação na gestão de Jair Bolsonaro, o pastor Milton Ribeiro, tenta recompor a ala militar na pasta para obter sustentação no governo. São pelo menos quatro militares em cargos relevantes no ministério. Um deles, Ricardo Augusto Ribeiro de Souza, chegou a pertencer à gestão do ex-ministro Ricardo Vélez Rodriguez, saiu e agora voltou com a nova administração. O movimento é visto internamente como uma aposta do titular para se fortalecer no comando do órgão, uma vez que tem sido visto como um ministro "fraco" na Esplanada, sem traquejo político nem conhecimento da pasta.

Aliados já preveem que Ribeiro não sobreviverá a uma possível reforma ministerial no próximo ano. A visão é de que ele "não aguenta o tranco", sobretudo quando a pandemia arrefecer e começarem as pressões esperadas, a respeito, por exemplo, de contingenciamentos de recursos. Alguns apostam inclusive que sua permanência se dê no máximo até março.