Ministro da Educação diz que servidor do FNDE recebeu moto de pastores presos pela PF

Ministro da Educação, Victor Godoy Veiga acusou os pastores pelo suborno (EVARISTO SA/AFP via Getty Images)
Ministro da Educação, Victor Godoy Veiga acusou os pastores pelo suborno (EVARISTO SA/AFP via Getty Images)
  • Ministro da Educação, Victor Godoy Veiga acusou os pastores de subornar um servidor do FNDE

  • Arilton Moura e Gilmar dos Santos teriam enviado uma motocicleta para o tal funcionário

  • O rapaz foi exonerado do cargo, e o caso está sendo investigado

Substituto de Milton Ribeiro no Ministério da Educação, Victor Godoy Veiga afirmou que os dois pastores presos juntos de seu antecessor em operação da Polícia Federal subornaram um servidor do Fundo Nacional de Desenvolvimento Nacional da Educação (FNDE).

Em depoimento à polícia, relatado pelo jornal O Estado de S. Paulo, Victor relatou que Gilmar dos Santos e Arilton Moura enviaram uma motocicleta para o servidor em questão, que, ainda segundo o ministro, foi afastado da pasta.

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O suborno dos pastores é mais uma capítulo em um longo histórico de corrupção para agilizar a liberação de recursos do FNDE. Gilmar e Arilton seriam culpados, também, de cobrar propina de prefeitos de diversas cidades, inclusive em ouro, durante o esquema.

A informação sobre o suborno do servidor teria partido do presidente do FNDE, Marcelo Ponte, e chegado a Victor. Segundo o parecer, o rapaz, identificado como “João”, recebeu uma moto de Arilton, foi exonerado e está sendo investigado pela Controladoria-Geral da União.

Entenda o caso

Arilton, Gilmar e Milton Ribeiro foram presos na semana passada em meio a uma operação deflagrada pela PF, que constatou que o trio transformou o Ministério da Educação em um balcão de negócios para liberação de verbas do FNDE.

Segundo a acusação, os pastores atuavam como lobistas dentro da pasta e negociavam a liberação dos recursos, mesmo sem nenhum cargo no ministério.

Já Ribeiro foi detido sob suspeita de quatro crimes: corrupção passiva, prevaricação, advocacia administrativa e tráfico de influência.

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