Ministro da Justiça será ouvido por comissão do Senado que investiga mortes na Amazônia

Em reunião realizada nesta segunda-feira, a comissão externa formada no Senado para investigar as mortes do jornalista inglês Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira decidiu ouvir na próxima quarta-feira o ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres. Os senadores também ouvirão representantes da União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja), organização para a qual Pereira prestava consultoria ao ser assassinado em 5 de junho, no rio Itaquaí.

A oitiva com o ministro Anderson Torres está programada para ocorrer às 14 horas de quarta-feira, 22 de junho, enquanto a reunião com os indígenas está prevista para às 10 horas do mesmo dia. Ambas serão feitas em conjunto com a Comissão de Direitos Humanos do Senado (CDH).

Sugerida pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) na semana passada, a diligência no Amazonas deve durar dois meses e terá como presidente o senador do Amapá, além do senador Fabiano Contarato (PT-ES) como vice-presidente e Nelsinho Trad (PSD-MS) como relator.

Pedido de proteção

Composta por nove senadores — além dos três mencionados acima, integram o grupo Leila Barros (PDT-DF), Telmário Mota (Pros-RR), Eliziane Gama (Cidadania-MA), Humberto Costa (PT-PE), Eduardo Velloso (União-AC) e Chico Rodrigues (União-RR) — a comissão também solicitou, em caráter de urgência, a proteção de agentes públicos que atuam na região onde Dom e Bruno foram mortos.

A previsão é de que a visita dos parlamentares à região do Vale do Javari ocorra na semana que vem. Segundo os senador Randolfe Rodrigues, a agenda no local poderá servir como subsídio para um eventual pedido de abertura de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). Os senadores também planjeam investigar o aumento de casos de violência na Amazônia.

— A ideia é ouvir todos os envolvidos nas mortes de Dom e Bruno não só para que haja a elucidação do caso, mas também para compreender a realidade da região, omissões na proteção dos defensores da Amazônia e ataques aos povos tradicionais da floresta — disse Rodrigues.

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