Ministro da Justiça diz que Robinho pode cumprir pena no Brasil

Flávio Dino falou sobre o caso do ídolo do Santos em entrevista para a Rádio Band News

Robinho anunciou a aposentadoria em julho do ano passado e não joga desde julho de 2020. Foto: Marco Luzzani/Getty Images
Robinho anunciou a aposentadoria em julho do ano passado e não joga desde julho de 2020. Foto: Marco Luzzani/Getty Images

Em entrevista concedida na manhã desta quarta-feira (18) para a Rádio Band News, o Ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, falou sobre a situação do atacante Robinho, que foi condenado pela justiça italiana por estupro de vulnerável.

O chefe do ministério disse que apesar de não ter se debruçado no caso, o ex-atacante da Seleção Brasileira pode cumprir pena no Brasil pelo crime cometido em 2013, em Milão, quando ele defendia o Milan.

Leia também:

“Até o presente momento não chegou nas minhas mãos. Eu não posso ainda dizer minha decisão, minha opinião, mas evidentemente eu posso afirmar que na minha visão geral que crimes, quaisquer que sejam eles devem ser punidos. Essa é uma tese digamos assim, mas a aplicabilidade de um caso concreto só pode ser feita quando eventualmente houver essa tramitação”, explicou.

O caso foi julgado em última instância no ano passado e condenou Robinho e um amigo que estava no local a nove anos de detenção. O governo italiano pediu ao Brasil para que o atleta fosse extraditado, mas a solicitação foi negada em acordo com o artigo 5º da Constituição brasileira.

Este conteúdo não está disponível devido às suas preferências de privacidade.
Para vê-los, atualize suas configurações aqui.

Nos últimos dias o nome do atacante foi ligado a dois times que poderiam contar com seus serviços em uma possível volta ao futebol. A Portuguesa Santista, onde o jogador vem treinando com outros veteranos e frequentado jogos da equipe que joga a Série A2 do Campeonato Paulista e o Brasiliense também disse que o jogador de 38 anos foi oferecido mas recusado.

O ex-jogador anunciou a aposentadoria em julho do ano passado, após a condenação e não atua em uma partida oficial desde julho de 2020, quando defendeu o Basaksehir, da Turquia.