Ministro da Justiça nega ter conversado com Bolsonaro sobre adiamento das eleições

Anderson Torres, ministro da Justiça, com Jair Bolsonaro (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
Anderson Torres, ministro da Justiça, com Jair Bolsonaro (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
  • Ministro da Justiça nega ter conversado com Bolsonaro sobre adiamento das eleições;

  • Anderson Torres concedeu entrevista coletiva nesta sexta-feira (28);

  • Ele esteve com o presidente na quarta-feira, quando o mandatário criticou o TSE por ter barrado ação.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, negou ter conversado com o presidente Jair Bolsonaro (PL) sobre a possibilidade de adiar o segundo turno das eleições.

A sugestão de uma nova data foi feita pelo deputado federal e filho do presidente, Eduardo Bolsonaro (PL).

"Não houve nenhum tipo de conversa sobre isso. Da nossa parte, aqui, não tratamos desse assunto com o presidente", disse o ministro em coletiva de imprensa nesta sexta-feira (28).

Ele comentava as ações de segurança pública para o segundo turno, que acontece no próximo domingo (30).

Torres esteve com Bolsonaro na última quarta-feira (26), quando o mandatário marcou uma coletiva de imprensa no Palácio da Alvorada, sua residência oficial, para criticar o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) por ter barrado a ação que apontava uma suposta fraude nas inserções de propagandas nas rádios durante o horário eleitoral.

Por lei, Lula e Bolsonaro têm o mesmo tempo nas emissoras. No entanto, o mandatário alegou que algumas rádios nas regiões Norte e Nordeste não veicularam cerca de 100 conteúdos seus, favorecendo, assim, o petista.

Ao receber a denúncia, o ministro Alexandre de Moraes, presidente do TSE, pediu provas e afirmou que as acusações são “extremamente graves”, já que apontar fraude eleitoral sem comprovação pode caracterizar crime eleitoral por parte dos autores.

A campanha enviou documentos, mas a auditoria foi baseada em metodologia errada e seguindo um caminho totalmente irregular juridicamente. Parte dos aliados do presidente avaliam que a campanha errou ao fazer uma denúncia fraca e inconsistente.

Veja as últimas pesquisas eleitorais para presidente:

Ao indeferir o pedido de Bolsonaro, Moraes encaminhou um pedido de investigação para a Procuradoria-Geral Eleitoral da República para saber se a campanha cometeu crime eleitoral. Também enviou o assunto para o inquérito que apura a atuação de milícias digitais.

Eduardo Bolsonaro, por sua vez, defendeu o adiamento das eleições para que o pai tenha “direito de resposta” em relação às denúncias.

Mas, segundo a legislação eleitoral, uma nova data só pode ser definida em motivo de força maior – como calamidade pública provocada por evento da natureza – ou caso fortuito – como rede de computadores eleitorais de inúmeros estados destruídas).

Qual a data do segundo turno das Eleições 2022?

O segundo turno será disputado no dia 30 de outubro, último domingo do mês. Assim como no primeiro turno, o horário em que os colégios eleitorais estarão abertos para receber os eleitores será das 8h às 17h no horário de Brasília. Locais com fuso diferentes do da capital deverão adaptar seus horários para que o encerramento em todo o país seja simultâneo.

Quais cargos serão votados no segundo turno das Eleições 2022?

Em estados nos quais houver necessidade, haverá disputa para governador. Todos os estados e o Distrito Federal votarão para presidente da República.

Veja a ordem de escolha na urna eletrônica no segundo turno das Eleições 2022

  1. Governador (dois dígitos)

  2. Presidente da República (dois dígitos)

Presidente: qual a função que esse cargo exerce?

O presidente da República exerce a função de chefe do poder Executivo e de chefe do Estado (autoridade máxima) de forma simultânea em uma nação cujo sistema de governo é denominado presidencialismo.

Como chefe do poder Executivo, o presidente é responsável pelas ações e decisões cotidianas da política brasileira.

Por exemplo: como criar políticas públicas e programas governamentais, como gerir a administração federal, sugerir novas leis, dentre outras atividades. Já como chefe de Estado, o presidente é o representante máximo do país que o elegeu perante o mundo.

Governador: qual a função que esse cargo exerce?

O governador é representante do Poder Executivo, com objetivo de governar o povo e conduzir os interesses públicos de cada estado.

Assim, a função do governador é comandar de forma completa o estado e representá-lo em ações jurídicas, políticas e administrativas. Ele também defende todos os interesses e necessidades do estado para com o presidente da República.

O Poder Executivo estadual também possui a função de articulação política com o governo federal, bem como com os municípios que integram o estado.

O que está sob a gestão dos governadores?

  • Segurança pública Uma das maiores responsabilidades do governador estadual é a segurança pública, envolvendo o total controle das Polícias Civil e Militar e a construção e administração de presídios.

  • Saúde – Está na alçada do governador criar as políticas de saúde estaduais e organizar o atendimento todo o atendimento de saúde, construindo e mantendo hospitais e instalações – laboratórios, centros de doação de sangue e centros de atendimento complexo (hospitais do câncer, por exemplo).

  • Educação No quesito educacional, o principal foco do governador costuma ser o ensino médio, hoje considerada a mais problemática das etapas do ensino formal brasileiro.

  • Definir o orçamento estadual – Os documentos orçamentários são de responsabilidade do governador estadual. Eles visam fomentar o planejamento de curto e médio prazo do estado, trazendo mais transparência ao uso dos recursos públicos.

  • Infraestrutura estadual – A responsabilidade sobre toda a infraestrutura é mantida na alçada do governador estadual. Rodovias e portos, por exemplo, precisam receber cuidados do governo.

  • Adquirir investimentos federais para estados e municípios – Para viabilizar projetos de grande porte, tanto o estado quanto os municípios dependem de investimentos vindos do governo federal. Para isso, o governador é importante e peça-chave na articulação política entre União, estado e municípios.