Ministro da Saúde britânico defende decisão de intervalo maior para doses da vacina contra Covid

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Por Alistair Smout

LONDRES (Reuters) - A decisão do Reino Unido de adiar a segunda dose da vacina contra Covid-19 ajudará a salvar vidas, já que mais pessoas poderão receber alguma proteção inicial, disse o ministro da Saúde, Matt Hancock, nesta quinta-feira, ao defender uma mudança de política questionada por alguns cientistas.

A alteração abrupta de rumo em 30 de dezembro significou que as pessoas que deveriam tomar sua segunda dose da vacina tiveram suas consultas canceladas em favor de agendar mais vacinas iniciais para outras. Alguns cientistas expressaram dúvidas sobre a decisão de mudar os regimes de dosagem comprovados.

Hancock defendeu a medida, dizendo que a proteção parcial para mais pessoas é melhor do que a proteção total para alguns poucos selecionados.

"A justificativa é realmente clara e direta, que salva mais vidas e, em última análise, essa é a justificativa da saúde pública", disse Hancock aos parlamentares.

"Os dados mostram que há uma proteção significativa de ambas as vacinas, Oxford e Pfizer, após a primeira dose."

No total, 1,1 milhão de doses foram administradas na Inglaterra. Em todo o Reino Unido, 1,3 milhão de doses foram aplicadas.

Mas apenas 19.981 segundas doses da vacina contra Covid-19 desenvolvida pela Pfizer e BioNTech foram administradas a pessoas na Inglaterra entre 29 de dezembro --quando as primeiras pessoas vacinadas receberam seus reforços-- e 3 de janeiro.

((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447702)) REUTERS AC

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