Ministro da Saúde pede uma 'Pátria de Máscara' contra a Covid-19

Renata Mariz e Julia Lindner
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O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, fez um chamado à população para que use a máscara como forma de bloquear a disseminação do vúrus da Covid-19. Ele fez uma analogia com o slogan usado em época de Copa do Mundo, ao falar com a imprensa no Palácio do Planalto nesta sexta-feira.

— Na época da Copa do Mundo, a nação se une, se chama Pátria de Chuteira. Agora é Pátria de Máscara. É um pedido que faço a cada um dos brasileiros: usem a máscara. Nós, do governo, vamos trabalhar para termos um aporte de vacinas suficientes para imunizar a nossa população.

Queiroga, que costuma fazer citações religiosas em seus pronunciamentos, lembrou que o feriado da Semana Santa está se aproximando, e pediu para que as pessoas façam suas "reflexões cristãs" sem aglomerações e "usando a máscara".

— Estamos nos aproximando de um feriado, que é a Semana Santa, e as pessoas devem fazer suas reflexões, reflexões cristãs, mas usando máscara, evitando aglomerações, evitando estar umas junto às outras.

O uso de máscaras já foi alvo de críticas do presidente Jair Bolsonaro, que aparece sem o acessório na maioria das ocasiões durante a pandemia, inclusive quando costuma ir às ruas para falar com a população sem agenda oficial. Em uma live, Bolsonaro chegou a citar uma pesquisa que apontava riscos da utilização da proteção, mas, na verdade, trata-se de uma enquete feita por um site estrangeiro.

O ministro da Saúde usava duas máscaras, uma por cima da outra, quando falou com a imprensa ao chegar para reunião no Planalto com o presidente Bolsonaro. Ele estava ao lado do ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, que na ocasião anunciou aos jornalistas o pedido de estudos clínicos de uma vacina desenvolvida pelo governo federal. Quando Pontes tirou a máscara para falar de forma mais audível com a imprensa, Queiroga se distanciou dele. Uma distância segura de cerca de dois metros entre as pessoas é diretriz que vem sendo recomendada pela pasta da Saúde. Mas o tema das medidas de isolamento, com fechamento de comércios e serviços, vem sendo deixado em segundo plano, em razão das críticas do presidente.