Brasil: ministro da saúde prevê colapso e defende autoteste de Covid

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Enquanto o presidente Jair Bolsonaro minimiza a nova onda de Covid sugerindo até que a ômicron é bem vinda, o país vive uma explosão de casos, com emergências cheias, indústria, comércio e serviço afetados diante de tantos funcionários adoecidos.

Raquel Miura, correspondente da RFI em Brasília

O infectologista Marcelo Daher disse à RFI que o quadro deve se agravar ainda mais:

"Provavelmente nas próximas semanas teremos uma elevação maior ainda do número de casos, com mais detecção. Os casos graves podem não vir na mesma proporção que nas ondas anteriores, mas virão também como temos visto em outros países".

O médico chama atenção para o impacto disso em todo o sistema de saúde: "Quando o paciente está com Covid, é feito todo um isolamento, e só isso já causa um impacto grande na rede de atendimento, assim como está causando transtorno o número de pacientes ou de pessoas que vêm faltando o trabalho pelo fato de estarem com quadro respiratório."

O próprio ministro da Saúde Marcelo Queiroga falou ontem à noite em possível colapso do sistema de saúde: "Essa variante foi inicialmente identificada na África e rapidamente se espalhou em todo o mundo, trazendo incertezas, receio às pessoas de um novo surto de casos, um novo impacto no sistema de saúde com a perspectiva de colapso e perdas de vidas."

Falta de testes

O Ministério da Saúde informou que até sexta-feira todos os dados do ConectSUS devem estar restabelecidos após o ataque hacker de 10 de dezembro.


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