Ministro da Saúde reconhece agravamento da crise da Covid-19 no Brasil

NATÁLIA CANCIAN E RENATO MACHADO
BRASILIA, DF, BRASIL, 27-04-2020, 12h00: Boletim epidemiológico. O ministro da Saúde Nelson Teich, acompanhado dos secretários Wanderson Oliveira (Vigilância em Saúde) e Eduardo Pazuello (Secretário Executivo) durante coletiva de imprensa para divulgação do boletim epidemiológico, no Palácio do Planalto. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Após dizer na última semana que não via um crescimento explosivo de casos do novo coronavírus no Brasil, o ministro da Saúde, Nelson Teich, afirmou nesta terça-feira (28) que o Brasil vive um período de evolução da curva de casos e mortes em decorrência do novo coronavírus.

A declaração ocorreu após o Brasil registrar novo recorde de mortes, com 474 óbitos confirmados nas últimas 24 horas.

"O que tem que ficar claro é que é um número que vem crescendo. Há uns dias atrás eu falei que poderia ser um acúmulo de casos de dias anteriores, que foi simplesmente resgatado. Mas como a gente tem a manutenção desses números elevados e crescentes, temos que abordar isso como um problema, como uma curva que vem crescendo com o agravamento da situação", afirmou.

Teich afirmou que a piora está "restrita" aos lugares que estão enfrentando as maiores dificuldades atualmente.

"A gente vê como uma tendência naqueles lugares onde a gente tem as piores condições em relação à doença", disse. "Hoje a gente aborda isso como uma evolução da curva pra cima, uma piora em relação aos dias anteriores."

Questionado sobre os locais que despertam maior preocupação, membros da pasta citaram Manaus, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo.