Ministro da Saúde admite “preocupação” com a segunda dose da CoronaVac

·2 minuto de leitura
Brazilian Health Minister Marcelo Queiroga takes off his face mask during a press conference, after a meeting of the Covid-19 National Coordination Committee to Combat the Pandemic with Brazilian President Jair Bolsonaro at the Planalto Palace in Brasilia, on April 14, 2021. - In the midst of the biggest crisis caused by the uncontrolled pandemic of the new coronavirus, the Brazilian government is looking for solutions to reduce the number of people infected and killed by the COVID-19. (Photo by EVARISTO SA / AFP) (Photo by EVARISTO SA/AFP via Getty Images)
Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, falou durante sessão de comissão no Senado (Foto: Evaristo Sá/AFP via Getty Images)
  • Marcelo Queiroga afirmou estar preocupado com fase de segundas doses da CoronaVac

  • Ministério da Saúde liberou estados e municípios para não reservar doses

  • Instituto Butantan está com entrega de vacinas atrasada por falta de insumo

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou que o governo federal está com dificuldades de fornecer as vacinas necessárias para aplicar a segunda dose da CoronaVac, do Instituto Butantan com a SinoVac.

A declaração foi feita em uma sessão da comissão que discute o combate à pandemia no Senado. “Tem nos causado certa preocupação a CoronaVac, a segunda dose. Tem sido um pedido de governadores, de prefeitos, porque, se os senhores lembram, cerca de um mês atrás se liberou as segundas doses para que se aplicassem e agora, em face de retardo de insumo vindo da China para o Butantan, há uma dificuldade com essa 2ª dose”, disse Queiroga.

Leia também

O Instituto Butantan, que produz a vacina, deveria entregar 46 milhões de doses até o fim deste mês. No entanto, haverá um atraso na entrega de cerca de 5 milhões de doses da vacina, que devem ser repassadas ao governo federal em 10 de maio.

Isso acontece por causa de um atraso na importação do Insumo Farmacêutico Ativo (IFA), que á fabricado na China e é enviado ao Brasil.

Com o atraso nas vacinas, o baixo número de imunizantes produzidos no Brasil e a falta de importação de outras vacinas, diversos municípios pelo país suspenderam a imunização. Entre os estados em que a vacinação foi suspensa estão Alagoas, Pernambuco, Rio Grande do Norte, São Paulo, Amapá e Paraíba.

Sem reserva para a segunda dose

Em 21 de março, o Ministério da Saúde autorizou que estados e municípios utilizem as reservas de segundas doses para aplicar primeiras doses em mais pessoas. Antes, era obrigatório que metade do contingente de vacinas fosse estocado para não faltar a dose complementar.

Segundo Queiroga, o governo vai emitir uma “nota técnica acerta desse tema”.