Ministro da Saúde critica passaporte da vacina, medida adotada por SP e RJ: "Exigência descabida"

·2 minuto de leitura
Queiroga concedeu entrevista nesta sexta-feira (Andressa Anholete/Getty Images)
Queiroga concedeu entrevista nesta sexta-feira (Andressa Anholete/Getty Images)
  • Marcelo Queiroga manifestou-se contra o passaporte da vacina nesta sexta-feira

  • Ele considerou que a medida vai tirar a liberdade da população e alimentar a "indústria da multa"

  • Posicionamento do ministro está alinhado com o dos bolsonaristas

Ministro da Saúde do governo de Jair Bolsonaro (sem partido), Marcelo Queiroga criticou nesta sexta-feira o passaporte da vacina, medida adotada pelas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro para auxiliar no combate à disseminação da Covid-19.

O passaporte nada mais é do que uma certificação de vacinação contra o coronavírus. Em declaração à imprensa, Queiroga considerou que a providência é uma “exigência descabida”, que atinge a liberdade da população.

Leia também:

O próprio Queiroga já havia se posicionado contra outra medida adotada para combate ao coronavírus. Na última quarta (25), ele disse ser contra a obrigatoriedade do uso de máscaras por considerar que o ato precisa partir da “conscientização de cada um”, argumento semelhante ao usado nesta sexta, quando citou até a "indústria da multa".

“Começar a restringir a liberdade das pessoas exigindo passaporte, carimbo, impor por lei uso de máscaras, para estar multando as pessoas... Somos contra isso. O povo brasileiro é livre, e nós queremos que as pessoas exerçam as coisas de acordo com a sua consciência. Então, eu uso a máscara porque entendo que é importante, não porque tem uma lei que vai lhe multar”, declarou.

Eduardo Bolsonaro já havia tentado impedir o passaporte da vacina (Sergio Lima/AFP via Getty Images)
Eduardo Bolsonaro já havia tentado impedir o passaporte da vacina (Sergio Lima/AFP via Getty Images)

O posicionamento do ministro vai ao encontro das manifestações bolsonaristas sobre o assunto. O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), por exemplo, liderou um grupo de parlamentares que acionou o Tribunal de Justiça de São Paulo para impedir que o passaporte da vacina entrasse em vigor na capital.

Passaporte da vacina será adotado em SP e RJ

A apresentação do passaporte da vacina, prevista para esta sexta-feira (27) foi adiada pela Prefeitura de São Paulo, gestão Ricardo Nunes (MDB). O plano original da capital paulista era que eventos e feiras começassem a pedir comprovante de vacinação na próxima segunda-feira (30), mas, segundo apurou a reportagem, a Secretaria Municipal da Saúde estuda dar início ao projeto na quarta (1º).

Já no Rio, a exigência do comprovante de vacinação entrará em vigor a partir do dia 1º, conforme foi publicado no Diário Oficial do município. Ele será exigido em locais de uso coletivo como cinemas, academias, estádios, entre outros.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos