Ministro da Saúde diz que fará audiência pública para decidir sobre vacinação de crianças

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  • Marcelo Queiroga
    Médico brasileiro, Ministro da Saúde do Brasil
Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
  • Ministro da Saúde diz que fará audiência pública para decidir sobre vacinação contra a covid de crianças de 5 a 11 anos

  • Marcelo Queiroga afirmou que objetivo é discutir o assunto com a sociedade antes de tomar uma decisão

  • Após críticas presidente Jair Bolsonaro, Queiroga tem mostrado resistência à imunização infantil

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou nesta sexta-feira (17) que irá divulgar um cronograma para debater se irá adotar a vacinação contra a covid-19 para crianças entre cinco e 11 anos aprovada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) na quinta-feira.

“Vamos divulgar um cronograma antes de tomar uma decisão. Queremos discutir esse assunto com a sociedade. Iremos realizar uma audiência pública. O ministério vai fazer uma análise sobre todos os aspectos dessa vacinação”, disse o ministro da Saúde à CNN.

Mas o chefe da Saúde não estimou um prazo para a divulgação do cronograma nem quando deverá ser realizada a audiência pública. “O que posso dizer é que será célere”, declarou.

Na manhã desta sexta, Queiroga afirmou que “não há consenso” entre a população sobre a vacinação de crianças. Mesmo assim, segundo ele, há um contrato de compra de 100 milhões de doses com a Pfizer que será utilizado para comprar as vacinas para as crianças se o governo assim decidir.

O ministro tem mostrado resistência à vacinação infantil, seguindo a linha do presidente Jair Bolsonaro (PL), e tem indicado que vai protelar qualquer decisão o quanto puder. No entanto, Queiroga negou haver pressão política do chefe do Executivo.

“O presidente nunca me disse que é contra. Ele quer que seja feita uma análise técnica e é isso que iremos fazer”, disse.

“O presidente é o chefe de estado, é o chefe de governo. E a gente informa ele das questões técnicas. Fora isso, toda a polêmica em torno do assunto é fumaça.”

Bolsonaro afirmou, em sua live semanal nesta quinta, que iria divulgar os nomes dos servidores que participaram da autorização da vacinação de crianças.

Após os ataques, a Associação dos Servidores da Anvisa (Univisa) repudiou as ameaças aos funcionários envolvidos na decisão e classificou como “método abertamente fascista”.

“Nesse contexto, a intenção de se divulgar a identidade dos envolvidos na análise técnica não traz consigo qualquer interesse republicano. Antes, mostra-se como ameaça de retaliação que, não encontrando meios institucionais para fazê-lo, vale-se da incitação ao cidadão, método abertamente fascista e cujos resultados podem ser trágicos e violentos, colocando em risco a vida e a integridade física de servidores da Agência. Uma atitude que demonstra desprezo pelos princípios constitucionais da Administração Pública, pelas decisões técnicas da agência e pela vida dos seus servidores”, afirmaram os servidores em nota oficial.

A intimidação do chefe do Executivo foi criticada também pela direção da Anvisa, que divulgou uma nota de repúdio às declarações do presidente.

“A Anvisa está sempre pronta a atender demandas por informações, mas repudia e repele com veemência qualquer ameaça, explícita ou velada que venha constranger, intimidar ou comprometer o livre exercício das atividades regulatórias e o sustento de nossas vidas e famílias: o nosso trabalho, que é proteger a saúde do cidadão".

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