Ministro da Saúde do Reino Unido se diz “incrivelmente preocupado” com mutação sul-africana do coronavírus

Redação Notícias
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Britain's Health Secretary Matt Hancock arrives at Downing Street, in London, Britain, January 4, 2021. REUTERS/John Sibley
Britain's Health Secretary Matt Hancock arrives at Downing Street, in London, Britain, January 4, 2021. REUTERS/John Sibley

O ministro da Saúde do Reino Unido, Matt Hancock, afirmou nesta segunda-feira (4) estar “incrivelmente preocupado” com a variante sul-africana do novo coronavírus e que a linhagem representa um problema maior do que a cepa britânica, batizada de B.1.1.7 e identificada em vários países.

De acordo com a emissora britânica ITV, um cientista não identificado que assessora o governo do Reino Unido teria manifestado preocupação quanto ao impacto da variante da África do Sul nas vacinas desenvolvidas contra o Sars-CoV-2. Os cientistas não estão totalmente convencidos acerca da eficácia desses imunizastes contra a nova cepa.

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A versão sul-africana tem múltiplas mutações na proteína spike, também conhecida como proteína S, usada pelo coronavírus para infectar células humanas. Dados preliminares também indicam que a variante tem sido associada a uma maior carga viral, o que significa uma maior concentração de partículas do vírus nos pacientes infectados, o que pode contribuir para uma transmissão mais contagiosa.

A comparação entre as cepas britânica e sul-africana gerou indisposição entre os governos dos dois países em meados de dezembro. O Reino Unido suspendeu voos com origem na nação africana.

“Eu estou incrivelmente preocupado com a variante da África do Sul. Essa é a razão pela qual agimos e restringimos todos os voos com origem ao país. Esse é um problema muito, muito significativo, e é mais preocupante do que a nova variante do Reino Unido - disse Hancock, em entrevista à Rádio BBC nesta segunda-feira.

A Agência de Saúde Pública da Inglaterra afirmou que não há evidências que sustentem que vacinas não serão eficazes contra a mutação sul-africana.

No último domingo, John Bell, da Universidade de Oxford, afirmou acreditar que as vacinas ora conhecidas funcionarão contra a mutação britânica. O cientista disse que estão testando os imunizastes para as novas variantes e que teriam a capacidade de adaptação-las em até seis semanas.