Ministro da Saúde sul-africano diz ser 'injustificável' restringir voos por conta de variante

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A healthcare worker collects a swab from Bronwen Cook for a PCR test against the coronavirus disease (COVID-19) before traveling to London, at O.R. Tambo International Airport in Johannesburg, South Africa, November 26, 2021. REUTERS/ Sumaya Hisham
Mulher faz teste PCR no Aeroporto Internacional Tambo, em Johannesburgo, na África do Sul. Foto: REUTERS/ Sumaya Hisham.
  • Joe Phaahla disse que não se pode associar mutação com um único país

  • Nações européias, Índia e Estados Unidos já aplicaram medidas

  • Anvisa enviou pedido ao governo nesta sexta

O ministro da Saúde da África do Sul, Joe Phaahla, classificou nesta sexta-feira (26) a reação de países à variante B.1.1.529 do coronavírus como “injustificável”, em um momento em que diversas nações adotam restrições de voos e entrada de passageiros.

Também nesta sexta, autoridades de diferentes países optaram por restringir suas fronteiras de forma a impedir a entrada da variante da África do Sul. União Europeia, Reino Unido e Índia estão entre os que anunciam controles de fronteira mais rigorosos enquanto cientistas tentam determinar se a mutação é resistente a vacinas.

A preocupação com a variante levou os Estados Unidos a restringirem a entrada de pessoas provenientes da África do Sul e outros sete países.

Já no Brasil, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) emitiu uma Nota Técnica nesta sexta que orienta o governo brasileiro a restringir a entrada de viajantes e voos procedentes da África do Sul, Botsuana, Eswatini, Lesoto, Namíbia e Zimbábue.

O ministro, no entanto, lembrou que a variante já foi identificada em Israel e na Bélgica, e que não deve ser atrelada a um único país.

“No final das contas (…) quando você identifica uma certa variante em certo país, você não sabe de onde ela veio. No momento em que ela é encontrada no país ‘A’, você não sabe onde começou e nem sabe naquele momento em quantos outros lugares em um país e em outros países, em quantos outros lugares essa determinada variante já está existindo”, disse Phaahla. “Esse tipo de reação automática não faz sentido. Porque muitos dos paises que vieram com esse tipo de reação draconiana estão eles próprios batalhando com a 4ª onda”.

“Ontem [25] o que os cientistas estavam relatando, estavam indicando, que pode ser, aparentemente, talvez, pode ser mais transmissível, por causa das mudanças [mutações], mas em termos de se [tem] mais virulência, causando doença mais grave, essa parte, não havia indicação disso”.

O Reino Unido proibiu voos da África do Sul e de países vizinhos e pediu que os viajantes britânicos voltando destes locais entrem em quarentena. A chefe da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse que a UE também pretende deter o tráfego aéreo daquela região.

Até agora, quase 100 sequências da variante já foram registradas, e uma análise inicial mostra que ela tem "um número grande de mutações" que demandam mais estudo, segundo o porta-voz da OMS, Christian Lindmeier.

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