Ministro das Comunicações espera realização de leilão do 5G no segundo semestre deste ano

·2 minuto de leitura

BRASÍLIA — O ministro das Comunicações, Fábio Faria, afirmou nesta terça-feira, ao participar de um fórum de investidores nacionais e estrangeiros, que espera que o leilão para o uso da tecnologia 5G ocorra ainda no segundo semestre deste ano. Ele destacou que o certame depende da aprovação do Tribunal de Contas da União (TCU), que analisa a minuta do edital de licitação para garantir a conformidade e a transparência desse processo.

Até recentemente, a expectativa do governo era que o leilão fosse realizado no próximo mês de julho.

— Eles [os técnicos do TCU] estão agilizando essa análise e esperamos realizar o leilão ainda este ano, no segundo semestre —disse o ministro.

Fábio Faria ressaltou que vencerá o concurso a empresa que demonstrar maior comprometimento com as necessidades de inclusão digital no país e conquistas em telecomunicações. Segundo ele, com uma área de 8,5 milhões de quilômetros quadrados, no Brasil 18% da população não têm acesso à internet.

— No Brasil, não realizaremos um processo de aquisição normal, com base em critérios de valor. O que buscamos aqui é cobertura de internet. É um grande desafio preencher a lacuna digital de cerca de 40 milhões de brasileiros e, ao mesmo tempo, oferecer a tecnologia 5G para melhorar alguns setores importantes, como agronegócio, saúde, logística e segurança pública —disse.

Ele citou um estudo da consultoria OMDIA, que prevê uma receita de US$ 1,3 bilhão na indústria de telecomunicações 5G no Brasil na próxima década. Destacou que só o agronegócio pode chegar a US $ 20 milhões por ano devido aos avanços tecnológicos.

— O 5G será uma revolução tecnológica. O 4G foi crucial para conectar pessoas por meio de voz e dados. Uber, internet banking ou whatsapp teriam sido impossíveis de desenvolver sem 4G. No entanto, o 5G é projetado para a indústria, para conectar e impulsionar cadeias de suprimentos. Vamos aumentar nossa produtividade e ganhos de eficiência com os últimos recursos, como finanças ou terras — ressaltou.

Faria não citou países ou empresas — como a fornecedora de equipamentos de 5G, a chinesa Huawei, que corre o risco de ser banida do setor pelo governo brasileiro, devido a pressões dos Estados Unidos. Disse que o Brasil está de braços abertos para receber novos investimentos em telecomunicações e serviços de tecnologia e que o momento é perfeito para aproveitar essas oportunidades. As mudanças no que chamou de "ecossistema de telecomunicações" no Brasil serão sentidas nos próximos cinco a sete anos.

Pelas projeções do governo, serão leiloadas cinco faixas de radiofrequência: 700 MHz, 2,3 GHz, 3,5 GHz e 26 GHz. A expectativa é que, além de internet cem vezes mais rápida, mais aparelhos móveis possam se conectar simultaneamente, com mais estabilidade do que as velocidades atuais (2G, 3G e 4G).