Ministro das Comunicações inicia viagem para conhecer 5G de cinco países

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Foto de arquivo do ministro das Comunicações, Fábio Faria, e do presidente Jair Bolsonaro, 7 de junho de 2020

O ministro das Comunicações, Fábio Faria, iniciou uma turnê por cinco países, incluindo a China, para examinar os modelos da tecnologia 5G, enquanto o país prepara uma licitação que prevê uma rede paralela para uso do governo no intuito de combater a espionagem.

Em coletiva de imprensa em Brasília, Faria informou que se reunirá com ministros de Telecomunicações e Infraestrutura e empresários da Suécia, Finlândia, Coreia do Sul, China e Japão em turnê que vai até o dia 13 de fevereiro.

O ministro não detalhou as empresas que visitará, mas, segundo o jornal O Globo, são a sueca Ericsson, a finlandesa Nokia, a sul-coreana Samsung, as japonesas NEC e Fujitsu e a chinesa Huawei.

Na sexta-feira, o governo de Jair Bolsonaro publicou as diretrizes para a licitação a ser realizada no primeiro semestre de 2021, na qual finalmente não excluiu a Huawei, apesar dos avisos dos Estados Unidos, por seus alegados riscos de segurança.

O governo brasileiro, no entanto, impôs a criação de uma rede paralela para agências governamentais, medida que analistas dizem ser visada para a Huawei, excluindo a empresa chinesa de setores sensíveis caso seja a vencedora da licitação.

Haverá a “criação de um pequeno 'box', que conterá dentro dele toda a administração pública, Forças Armadas e nós também iremos oferecer a outros Poderes que queiram aderir", explicou Farias nesta terça-feira.

O 5G permitirá conectar objetos domésticos, operações industriais, serviços urbanos ou intervenções médicas.

Especialistas avaliam que a Huawei está muito bem posicionada, pois as atuais instalações 3G e 4G brasileiras já utilizam amplamente seus equipamentos e que a adoção da tecnologia 5G de outra empresa exigiria a substituição das estruturas existentes.

O vencedor da licitação deverá garantir ainda a conexão na região Norte, a instalação de fibra ótica em bairros sem acesso à internet e a conexão à malha de 48 mil quilômetros das rodovias federais, de acordo com o decreto, que está em análise pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

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