Ministro das Finanças promete execução atempada dos fundos europeus

Concertação, dentro da União Europeia (UE), é a palavra-chave para o ministro das Finanças de Portugal. Fernando Medina falou aos jornalistas antes da reunião do Eurogrupo, segunda-feira, em Bruxelas, sobre a necessidade de se analisarem os Orçamentos de Estado para 2023 com o objetivo de travar a inflação sem criar recessão.

"Em primeiro lugar (deve haver) coordenação das políticas orçamentais entre os vários países da zona euro, mas também de coordenação entre a política orçamental e a política monetária, no sentido de elas se poderem mutuamente apoiar num caminho muito exigente: combater a inflação por um lado e, por outro, evitar que haja uma recessão no espaço da UE", disse o governante.

"Vamos fazer a análise conjunta daquilo que cada país apresentou como a sua proposta de orçamento. As nossas apostas são bem conhecidas: temos um orçamento de apoio aos rendimentos das famílias e ao investimento por parte das empresas, mas que também prossegue um esforço de redução do défice e uma significativa redução da dívida pública", acrescentou Fernando Medina.

Conselho da UE
Ministro das Finanças na reunião do Eurogrupo - Conselho da UE

Os diferentes programas têm ritmos diferentes na sua execução e quem conhece a execução dos fundos comunitários, dos projetos de investimento, sabe que a sua execução não é linear ao longo do tempo.

No domínio mais nacional, o ministro disse compreender as recentes palavras do Presidente da República sobre a necessidade de haver uma maior execução orçamental dos fundos comumitários. Para o governante, ainda há tempo para ter um bom resultado.

"Os diferentes programas têm ritmos diferentes na sua execução e quem conhece a execução dos fundos comunitários, dos projetos de investimento, sabe que a sua execução não é linear ao longo do tempo. Não se executa o mesmo todos os anos. É preciso fazer os estudos, fazer os projetos e lençar os concursos, é preciso que tudo isso se desenvolva em obras no terreno concreto", explicou.

"Relativamente ao Programa de Recuperação e Resiuliência, o nosso prazo de execução é até 2026 e é no sentido da plena utilização dos recursos, até 2026, que ele está a ser organizado. Portugal irá, certamente, concluir com êxito dentro desse calendário", conclui o ministro.