Ministro das Relações Exteriores iraniano chega a Caracas

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O ministro das Relações Exteriores do Irã, Mohammad Javad Zarif (D), cumprimenta seu equivalente venezuelano Jorge Arreaza (E) na sede do Ministério das Relações Exteriores em Teerã, em janeiro de 2020
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Mohammad Javad Zarif (D), cumprimenta seu equivalente venezuelano Jorge Arreaza (E) na sede do Ministério das Relações Exteriores em Teerã, em janeiro de 2020

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Mohammad Javad Zarif, chegou à Venezuela nesta quarta-feira (4), informou seu equivalente venezuelano. A visita é questionada pelo governo dos Estados Unidos, que já aplicou uma série de sanções contra os dois países.

"Cada visita de alto escalão aprofunda nossa aliança estratégica, nossa irmandade", declarou o chanceler venezuelano, Jorge Arreaza, no Twitter, ao publicar um vídeo da chegada do chefe da diplomacia iraniana.

"A Venezuela e o Irã mostraram solidariedade e coragem diante dos ataques. Cumpriremos uma agenda intensa durante sua estadia", acrescentou Arreaza.

O subsecretário interino do Escritório de Assuntos do Hemisfério Ocidental do Departamento de Estado americano, Michael Kozak, reagiu à visita com ironia. "Que dia intenso para o chanceler iraniano Zarif e @Jaarreaza. Ocupados comparando as melhores práticas para reprimir seus cidadãos? Como saquear e esbanjar os recursos de seus povos? Ou era mais sobre espalhar o terrorismo pelo mundo?", tuitou.

Em 2018, Donald Trump retirou seu país do acordo internacional sobre o programa nuclear iraniano, por considerar que o mesmo não era suficiente para impedir que Teerã se equipasse com armas atômicas. Ele, então, restabeleceu as sanções dos EUA contra o Irã, que haviam sido suspensas em 2015.

O governo dos EUA também aumentou a pressão sobre Nicolás Maduro, que não reconhece como presidente da Venezuela, e impôs sanções e um embargo ao petróleo venezuelano. O país sul-americano tem as maiores reservas de petróleo do mundo, mas sua produção despencou e a falta de combustível está em pauta.

A estatal PDVSA, que produzia 3,2 milhões de barris por dia há 12 anos, oferece atualmente menos de 400 mil barris diários, segundo a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).

As sanções americanas forçaram o governo de Maduro a recorrer a aliados como o Irã, que enviou petroleiros carregados de gasolina para a Venezuela nos últimos meses para aliviar a escassez.

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