Ministro de Lula denuncia roubo de HD e documentos do Planalto: 'tentativa de golpe'

Na ocasião, o ministro disse que a perícia ainda vai identificar HDs e documentos levados do local, além das obras de arte danificadas.

Invasão no DF: Terroristas pró-Bolsonaro deprederam e roubaram documentos no Palácio do Planalto - Foto: Mateus Bonomi/Anadolu Agency via Getty Images
Invasão no DF: Terroristas pró-Bolsonaro deprederam e roubaram documentos no Palácio do Planalto - Foto: Mateus Bonomi/Anadolu Agency via Getty Images

Paulo Pimenta (PT-RS), ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), disse nesta segunda-feira (9) que houve uma “tentativa de golpe de Estado” frustrada no domingo (8), quando apoiadores extremistas do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) depredaram o patrimônio público em protestos antidemocráticos.

“O que nós queremos frisar é que para nós o que aconteceu aqui não foi um ato contra o Poder Executivo, foi um ato contra a democracia, contra a Constituição Federal. Foi uma tentativa de golpe de Estado, que não se efetivou”, afirmou Pimenta a jornalistas.

Na ocasião, o ministro disse que a perícia ainda vai identificar HDs e documentos levados do local, além das obras de arte danificadas. Pimenta adiantou que há muito material orgânico deixado no Planalto, como fezes, urina e sangue.

Paulo Pimenta está no Palácio do Planalto desde o começo da manhã desta segunda para acompanhar os trabalhos de perícia, reparo e limpeza do edifício-sede do Poder Executivo.

“As pessoas que estão envolvidas precisam ser imediatamente responsabilizadas, civil e criminalmente, por tudo que aconteceu”, prosseguiu.

Segundo ele, haverá processo de identificação de todos que apoiaram, financiaram e participaram dos atos em Brasília e outros estados.

“Nós não iremos tolerar qualquer ato que tenha como objetivo enfraquecer a democracia e a Constituição.”

O ministro ressaltou ainda que as portas principais dos edifícios-sedes dos Poderes não foram depredadas, o que leva a crer que os vândalos podem ter entrado no Planalto e no Congresso pela porta da frente.

De acordo com o auxiliar presidencial, o térreo e o segundo andar do Planalto foram os mais danificados, mas os vândalos não conseguiram acessar o gabinete presidencial.

O Palácio do Planalto foi invadido pelos extremistas, após eles passarem por barricadas da Polícia Militar do Distrito Federal e entrar na sede da Presidência da República.

Os vândalos quebraram vidraças, cadeiras e mesas do Planalto e do Congresso Nacional. O último alvo dos extremistas foi o Supremo Tribunal Federal (STF), invadido por volta das 15h45.