Ministro diz que não há necessidade de fracionar vacina da febre amarela

Paola De Orte - Correspondente da Agência Brasil

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, disse hoje (10), após reunião na sede da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), na capital dos Estados Unidos, Washington, que ficou acordado que não há necessidade de fracionamento de vacina contra a febre amarela neste momento no Brasil. Segundo o ministro, “nas condições de hoje não haverá, por enquanto, recomendação de fracionamento”.

O fracionamento pode ser aplicado em casos de grandes epidemias, para que uma dose atenda a vários pacientes. O ministro lembrou que, se acontecerem fatos novos, como uma cidade muito populosa ser classificada como área de recomendação da vacina, é possível que o governo volte a discutir o fracionamento. Segundo ele, essa é uma possibilidade que já foi utilizada e, “nos estudos, desde que houve essa vacinação, as pessoas que tomaram a dose fracionada e integral têm a mesma quantidade de anticorpos”.

Pela manhã, o ministro se reuniu com a diretora da organização, Carissa Etienne, e tratou das prioridades para o ministério no momento, entre elas o aumento no número de casos de febre amarela e a informatização do Sistema Único de Saúde (SUS).

A Opas tem sede em Washington e promove a cooperação entre os países do continente. Desde o início do aumento no número de casos de febre amarela no Brasil, por exemplo, a organização já enviou 15 especialistas em áreas como controle de doenças, acompanhamento e imunização para Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro.