Ministro do Trabalho fala em nova legislação trabalhista e descarta 'revogaço'

De acordo com Luiz Marinho, o governo Lula debaterá com empresários e trabalhadores quais os principais pontos dessa nova legislação

Luiz Marinho, ministro do Trabalho, ao lado de Lula (Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino)
Luiz Marinho, ministro do Trabalho, ao lado de Lula (Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino)
  • Ministro do Trabalho falou em fim do saque-aniversário do FGTS e de mudanças para MEI;

  • Sobre as revogações, Luiz Marinho afirmou que isso não acontecerá;

  • Novo governo debaterá legislação com empresários e trabalhadores.

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, disse que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não pretende revogar a reforma trabalhista, aprovada durante a gestão de Michel Temer (2016-2018), mas trabalhará pela “construção gradativa” de uma nova legislação. A afirmação foi feita nesta terça-feira (3), durante entrevista ao jornal O Globo.

De acordo com Marinho, o governo Lula debaterá com empresários e trabalhadores quais os principais pontos dessa nova legislação.

“Esse é o governo do diálogo. Muita coisa passará por debate com o mundo empresarial e com os trabalhadores. Não existe revogação”, disse Marinho.

Sobre as revogações, o ministro afirmou que isso não acontecerá.

“Quando se fala em ‘revogaço’, significa restabelecer o que se tinha de volta. Isso não vai acontecer. O que vai acontecer é a construção gradativa de uma nova legislação do trabalho para valorizar a negociação coletiva e fortalecer os salários”, afirmou.

O ministro acompanhou a declaração de Lula e citou uma suposta “precarização” do trabalho como um dos problemas a serem enfrentados pelo novo governo.

“Um país com baixa renda é fadado ao fracasso, como tem acontecido a partir dessa malfadada reforma. Se você tem emprego de melhor qualidade, a remuneração é melhor e, portanto, provoca o fortalecimento do mercado e a geração de emprego. Quando você precariza, faz o movimento inverso”, disse.

De acordo com o ministro, entre os pontos da reforma a serem revistos, estão questões relacionadas ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e ao microempreendedor individual (MEI).

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