Ministro manda investigação sobre “venda de facilidades” na Lava Jato do Rio ir para o STJ

Leandro Prazeres
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Custódio Coimbra/Agência O Globo

BRASÍLIA - O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), HumbertoMartins, determinou que o inquérito que investiga a suposta “vendade facilidades” ao juiz Marcelo Bretas e a membros da Força Tarefada Lava Jato no Rio de Janeiro seja enviado à Corte. A decisão foitomada porque a investigação envolve procuradores da Repúblicaque, pelo cargo, têm foro privilegiado no STJ. A decisão foi tomadanesta segunda-feira. Até então, a investigação tramitava na 3ªVara Criminal Federal do Rio de Janeiro.

O caso veio à tonaem outubro deste ano, quando a Polícia Federal executou mandados debusca e apreensão contra o advogado Nythalmar Dias Ferreira Filho,que defende diversos clientes que são alvo da operação Lava Jatono Rio de Janeiro. As suspeitas são de que Nythalmar vendia acessoprivilegiado ao juiz titular da 7ª Vara Federal Criminal do Rio deJaneiro, Marcelo Bretas, e a procuradores da operação.

Nythalmaré conhecido como “o mais caro criminalista da Lava-Jato”. Ele jádefendeu nomes como o ex-presidente da Câmara dos Deputados EduardoCunha (MDB-RJ), e empresários como Fernando Cavendish (DeltaConstruções) e Arthur Soares, conhecido como Rei Arthur.

Adecisão do ministro foi em resposta a uma reclamação feita peloadvogado que pediu que o caso fosse remetido ao STJ.

Noinício do mês, o nome do advogado foi envolvido em mais um casorelacionado à Lava Jato do Rio. O diretor administrativo da 7ª VaraCriminal Federal, Fernando Pombal, disse emdepoimento à Polícia Federal queo advogado teria sido o responsável por ameaças feitas a Bretasparaque ele encerrasse a operação.

Procuradoà época, Nythalmar negou irregularidades e disse desconhecerqualquer ameaça ao magistrado.