Ministro pede à AstraZeneca prioridade e agilidade no envio de insumos ao Brasil

O Globo
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BRASÍLIA - O ministro das Comunicações, Fábio Faria, enviou uma carta ao principal acionista do laboratório AstraZenica, Marcus Wallenberg, pedindo prioridade e agilidade nas remessas de vacinas contra Covid-19 e insumos para o Brasil. O ministro diz que a medida visa estreitar laços para produção conjunta e "futuras exportações".

A vacina de Oxford-AstraZeneca é a maior aposta do governo do presidente Jair Bolsonaro, que fechou contrato de compra e de transferência de tecnologia do imunizante, para produção no país pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Um primeiro lote de 2 milhões de doses do imunizante, que veio da Índia, foi aprovado para uso emergencial pela Agência Nacional de Vigilância (Anvisa) e já foi distribuído aos estados.

No último sábado, a Fiocruz recebeu com um mês de atraso o primeiro lote de ingrediente farmacêutico ativo (IFA) para fabricação da vacina no Brasil. A Fiocruz afirma que deve receber IFA para produzir ainda mais 12,3 milhões de doses em fevereiro deste ano.

Na carta o ministro destaca os acordos de cooperação entre Brasil e Suécia, como a produção de caças Gripen da Saab para a Força Aérea Brasileira, como parceria entre os dois países. Cita também que a Fiocruz firmou acordo de cooperação com a AstraZeneca visando na transferência de tecnologia e produção conjunta de 100 milhões de doses de vacinas contra Covid. Fábio Faria esteve na Suécia em viagem oficial para conhecer os fabricantes que detém a tecnologia 5G.

“O governo brasileiro gentilmente solicita à diretoria da AstraZeneca que considere priorizar e agilizar as remessas de vacinas para o Brasil, bem como facilitar o IFA (Ingredientes Farmacêuticos Ativos) com vistas a estreitar os laços para a produção conjunta de vacinas AstraZeneca/Fiocruz e futuras exportações para terceiros", diz o ministro na carta.