Ministro do TCU quer explicações urgentes sobre compra de vacina indiana

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Responsável pela investigação do caso Covaxin no Tribunal de Contas da União (TCU), o ministro Benjamin Zymler subiu o tom ao pedir novas diligências ao Ministério da Saúde, de acordo com a colunista do Globo Bela Megale. O magistrado destacou que, se as respostas e documentos sobre a negociação da compra da vacina indiana não forem enviados em dez dias, sem causa justificada, constituirá “irregularidade grave passível de ensejar a aplicação da multa”.

No despacho assinado ontem, Zymler reitera questionamentos que não foram respondidos pela pasta da Saúde, faz novas perguntas e solicita documentos sobre reunião entre representantes das empresas Bharat Biotech, produtora da vacina Covaxin, Precisa Medicamentos, que intermediou a compra com o governo brasileiro, e integrantes do Ministério da Saúde. O TCU voltou a perguntar à pasta da Saúde se foi realizado gerenciamento dos riscos associados ao contrato, se as investigações contra as empresas responsáveis pelo fornecimento da vacina chegaram ao conhecimento do ministério, se foi feita negociação do preço para compra da vacina e se o ministério realizou manifestações que justifiquem a dispensa da pesquisa de preço.

A corte de contas também pediu à presidência da CPI da Covid e à Procuradoria Regional da República no Distrito Federal que encaminhem documentos sobre o caso.

Em meio a suspeitas de corrupção no Ministério da Saúde, o ministro Marcelo Queiroga afirmou ontem que a “tolerância com atos impróprios é zero”. Queiroga disse que sempre que houver “indícios de problema”, a pessoa envolvida será exonerada. O ministro fez o comentário ao ser questionado sobre a sindiância aberta para apurar a suspeita de que o ex-diretor do Departamento de Logística da pasta Roberto Dias teria pedido propina em uma negociação para aquisição de vacinas.

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