Ministro “terrivelmente evangélico” assume Ministério da Justiça

André Mendonça assume Ministério da Justiça (Foto: Isac Nóbrega/PR)

O advogado-geral da União, André Luiz de Almeida Mendonça, foi o nome escolhido pelo presidente Jair Bolsonaro para comandar o Ministério da Justiça e Segurança Pública, cargo que ficou vago após o pedido de demissão do ex-juiz da Lava Jato Sérgio Moro.

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Mendonça tem 47 anos e é servidor de carreira da AGU (Advocacia-Geral da União), desde 2000. Natural de Santos (SP), já foi também assessor especial da CGU (Controladoria-Geral da União).

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Formado em Direito pela Faculdade de Direito de Bauru, em 1993, o novo ministro da Justiça fez mestrado na Universidade de Salamanca, na Espanha, sobre Corrupção e Estado de Direito e é doutorando na mesma instituição com o projeto Estado de Direito e Governança Global. Ele também é pós-graduado em Direito Público pela Universidade de Brasília.

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Mendonça conheceu Bolsonaro em 21 de novembro de 2018, no mesmo dia em que foi escolhido para comandar a Advocacia-Geral da União. O agora AGU chegou ao gabinete do governo de transição no Centro Cultural Banco do Brasil de Brasília pelas mãos de Jorge Oliveira (Secretaria-Geral da Presidência), que também foi cotado para o cargo de ministro da Justiça. 

De acordo com aliados de Bolsonaro, a escolha de Mendonça pouparia o presidente de críticas sobre suposta tentativa de tutela do Palácio do Planalto sobre a Justiça.

Pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil, Mendonça é também cotado como o ministro “terrivelmente evangélico” que poderá ser indicado para a vaga que será aberta após a aposentadoria de Celso de Mello no STF (Supremo Tribunal Federal), em novembro.

Mendonça, no entanto, já ressaltou em entrevistas que a vaga no STF nunca foi tema de conversa com o presidente e que "não existe nada de concreto” internamente.

Enquanto advogado-geral da União, Mendonça teve uma atuação discreta e sempre adotou uma posição alinhada com a de Bolsonaro. Defendeu, por exemplo, que o combate à doença nos estados e municípios deve acontecer “sem abuso ou punitivismo”.

As medidas técnicas precisam ser adotadas com razoabilidade, sem abusos ou cerceamentos excessivos na liberdade dos cidadãos e sem um punitivismo injustificado”, destacou o advogado-geral em uma entrevista coletiva no Planalto, na semana passada.


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