Ministros da Otan discutem reformas e unidade na ação

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O secretário-geral da Otan, Jens Soltenberg, em vídeoconferência em Bruxelas

Os ministros da Defesa e das Relações Exteriores dos países da Otan mantiveram, nesta terça-feira (1º), uma videoconferência na qual discutiram propostas para reformar a aliança, em preparação para a cúpula presidencial prevista para 14 de junho.

De acordo com o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, os ministros "discutiram vários assuntos, incluindo Afeganistão, Belarus e China e, no geral, a necessidade de adaptar a Otan para uma nova era de crescente concorrência global".

"Estamos enfrentando vários desafios na questão da segurança, e precisamos enfrentá-los todos unidos, porque não há um país ou um continente que possa enfrentá-los sozinho", acrescentou.

Esta videoconferência foi a oportunidade de definir as prioridades da aliança militar antes da cúpula em meados deste mês, na qual participará o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden.

No entanto, vários ministros fizeram referência ao assunto em pauta nos últimos dias: o escândalo global devido à decisão de Belarus de forçar o pouso de um avião civil para prender um jornalista opositor ao governo.

Para a ministra da Defesa da Alemanha, Annegret Kramp-Karrenbauer, o episódio revela a necessidade da Otan de agir com unidade.

"Acabamos de vivenciar um incidente escandaloso com a intervenção de Belarus no tráfego aéreo civil", disse a ministra alemã antes da videoconferência.

"Isso deixa claro o quão grandes são os desafios que enfrentamos, seja da Rússia, da China ou das novas tecnologias", opinou.

A Otan condenou o gesto de Belarus como um ato inaceitável e avisou que limitaria o acesso de diplomatas bielorrussos à sede da aliança militar em Bruxelas.

Nas discussões internas, Stoltenberg pressiona por mudanças que incluam o reforço do financiamento comum para a defesa e a dissuasão, e uma maior coordenação política entre os aliados.

Alguns membros, no entanto, continuam se opondo à proposta de um maior gasto conjunto, argumentando que poderia tirar fundos dos orçamentos de defesa nacional.

No caso do Afeganistão, as discussões são voltadas para a saída das tropas da Otan nesse país, depois de uma decisão tomada pelo então presidente dos EUA Donald Trump, sem consultar seus aliados.

Stoltenberg disse que a aliança transatlântica está trabalhando para ajudar a manter funcionando a infraestrutura chave, como o aeroporto de Cabul, e para capacitar as forças especiais afegãs fora do país.

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