Ministros do STF descartam reunião com Bolsonaro enquanto ele não reconhecer derrota

***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 05.10.2022 - O presidente Jair Bolsonaro (PL) durante entrevista coletiva ao lado de senadores que apoiam seu governo e sua reeleição, no Palácio da Alvorada, em Brasília. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 05.10.2022 - O presidente Jair Bolsonaro (PL) durante entrevista coletiva ao lado de senadores que apoiam seu governo e sua reeleição, no Palácio da Alvorada, em Brasília. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHARPESS) - Ministros do STF (Supremo Tribunal) descartam reunirem-se com o presidente Jair Bolsonaro (PL) enquanto ele não se manifestar reconhecendo a derrota para o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Passadas mais de 40 horas do momento em que Lula foi considerado matematicamente eleito pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Bolsonaro ainda não se manifestou para reconhecer o resultado e sua equipe de governo não dá indicativos de como funcionará a transição.

Os ministros conversaram entre si na manhã desta terça-feira (1º) e chegaram à conclusão de que é melhor não se aproximar enquanto não ficar clara qual será a postura do atual chefe do Executivo em relação à sua derrota.

Como mostrou a Folha, em meio à série de bloqueios de rodovias no país, integrantes do Judiciário articulam uma força-tarefa para convencer Bolsonaro a reconhecer o resultado da eleição e, assim, ajudar conter os manifestantes que apoiam seu governo.

Nesta terça-feira (1º), os ministros Bruno Dantas, do TCU (Tribunal de Contas da União), e Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), buscaram outros ministros do Supremo, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), ministros do governo e presidentes de partidos políticos de centro para tentar convencer Bolsonaro a falar.

A atual derrota do presidente para Lula foi a primeira da sua carreira política, iniciada em 1989. Desde então, haviam sido nove eleições em sequência: uma para vereador do Rio de Janeiro, sete para a Câmara e a presidencial. Ele nunca precisou reconhecer um fracasso antes.