Ministros do STF discutem prisão domiciliar de Lula nos bastidores

Ministros do STF após a volta do recesso (Fátima Meira/Futura Press)

A segunda condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no âmbito da Lava Jato tem movimentado conversas entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre transferir a prisão do petista para o regime domiciliar. A informação foi dada pelo jornal O Estado de S. Paulo.

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As conversas já antecipam um pedido formal da defesa, que não foi feito apesar do apelo de aliados de Lula; o ex-presidente se mostra resistente à ideia e argumenta que prefere ter a inocência reconhecida na Justiça. No ano passado, houve uma racha na defesa do petista, com advogados favoráveis e outros contra.

Condenado a 12 anos e 11 meses, na última quarta (6), pelo caso do sítio de Atibaia, ao qual foi acusado de ter recebido propina de construtoras por meio de reformas no local, Lula já cumpre pena em regime fechado na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba desde abril passado; o petista foi preso pelo caso do tríplex do Guarujá, sentenciado a 12 anos e 9 meses.

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Ao jornal, um ministro do STF disse achar difícil que a Corte permita a prisão domiciliar de Lula antes do julgamento das ações sobre prisão após condenação em segunda instância, marcado para 10 de abril.

No ano passado, o STF votou um pedido de habeas corpus preventivo do petista, para evitar que fosse preso. Em votação apertada, o pedido foi negado por 6 votos a 5.

Após a segunda sentença de Lula na Lava Jato, os advogados do ex-presidente afirmaram que ele é alvo de “perseguição política” e que a decisão da juíza federal substituta Gabriela Hardt desconsiderou provas apresentadas pela defesa.