“Minoria digna de pena”, diz Bolsonaro sobre manifestações contra seu governo

·1 minuto de leitura
Bolsonaro ironizou os manifestantes (Sérgio Lima/AFP via Getty Images)
Bolsonaro ironizou os manifestantes (Sérgio Lima/AFP via Getty Images)
  • Bolsonaro ironizou a baixa adesão aos protestos contra seu governo no último domingo

  • Segundo ele, os manifestantes fazem parte de uma "minoria de dar pena"

  • O presidente ainda apontou o fato de cinco possíveis candidatos à presidência terem marcado presença

Jair Bolsonaro (sem partido) ironizou as manifestações realizadas no último domingo em diversas cidades pelo Brasil. Parte da população foi às ruas protestar contra o governo do presidente.

Os protestos tiveram baixa adesão, o que foi apontado por Bolsonaro. Segundo o presidente, as pessoas que participaram das manifestações formam uma “minoria digna de pena”.

Leia também

“A maioria da população é de bem. Tem uma minoria que é contra, que foi às ruas ontem, que é digna de dó, de pena. O que eles pregam, falam…”, declarou nesta segunda-feira em conversa com seus apoiadores em Brasília.

Os atos foram convocados pelo Movimento Brasil Livre (MBL) e o Vem Pra Rua, o que esvaziou a presença da esquerda. Partidos como PDT, PSB e Cidadania apoiaram a manifestação, mas PSOL e PT, por exemplo, ficaram de fora.

Protesto pediu o impeachment de Bolsonaro (Evaristo Sá/AFP via Getty Images)
Protesto pediu o impeachment de Bolsonaro (Evaristo Sá/AFP via Getty Images)

Pelas ruas, viu-se repetido o discurso: “Nem Lula, nem Bolsonaro”. Até por isso, cinco possíveis candidatos à presidência marcaram presença na manifestação em São Paulo, na Avenida Paulista, o que também foi ironizado por Bolsonaro.

“Vocês viram em São Paulo ontem, cinco presidenciáveis aglomerados?”, questionou, referindo-se a Ciro Gomes (PDT), João Doria (PSDB), Luiz Henrique Mandetta (DEM), João Amoedo (Novo) e Alessandro Vieira (Cidadania-SE).

Ataque de Mandetta

Durante o ato, o ex-ministro da Saúde do governo Bolsonaro, Luiz Henrique Mandetta, fez duras críticas ao presidente e afirmou que ele foi negligente em relação à pandemia.

Segundo Mandetta, Bolsonaro disse que "vai morrer quem tem que morrer" e "essa doença não pode parar a economia" ao ser informado, por ele, sobre a gravidade da doença.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos