Minorias nas prefeituras, idosos e jovens conquistam mais vagas em 2020. Veja a distribuição por faixa etária

Marlen Couto
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Reprodução / Facebook
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RIO — O país elegeu mais idosos e jovens para o cargo de prefeito este ano, na comparação com a última eleição municipal, embora estes grupos etários continuem a ser minoria na composição das prefeituras. No último domingo, 401 candidatos com idade superior a 65 anos foram escolhidos pelas urnas, contra 361 há quatro anos. Eles correspondem a 7,4% do total de eleitos. Já os jovens com idade até 25 anos vão comandar 33 cidades e representam 0,61% dos novos prefeitos do país. Em 2016, conquistaram apenas 25 municípios.

A maioria dos prefeitos eleitos no último domingo tem ente 46 e 65 anos (54,6%). A faixa etária que vai de 26 a 45 anos soma 37,4% do total.

Muriaé (MG) elegeu o candidato mais idoso do país: o empresário José Braz (PP), que tem 95 anos de idade, e já havia ocupado o posto na cidade. Completa o ranking Dr. Silvestre (PP), de 89 anos, em Varre-Sai (RJ), que já comandava o município, mas sua candidatura está sob judice.

Os mais jovens do país foram eleitos na região Nordeste e em São Paulo. Ao todo, são cinco prefeitos com 21 anos, idade mínima para concorrer. No Rio Grande do Norte, Barbara Teixeira (PP), única concorrente em Serrinha dos Pintos, será prefeita e Paulo Henrique (PP) comandará Pedra Preta. Em São Paulo, Julinho Tomazela (PSDB) foi eleito em Concha com diferença de apenas sete votos para o segundo colocado. Em Alagoas, Fernando Cavalcante, do MDB, foi eleito em Matriz de Camaragibe. Por fim, Ricardo Maia (PDT) será o prefeito de Tucano, na Bahia.

No Rio, o candidato mais jovem foi em eleito em São Sebastião do Alto. O produtor agrário Afim Rodrigues, do Solidariedade, conquistou 60% dos votos aos 26 anos.