Miséria bate recorde no Brasil: 14,5 milhões de famílias

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SAO PAULO, BRAZIL - APRIL 27: Patricia Aparecida dos Santos, 34 and unemployed, poses for a photo with her son at their home in Brasilandia on April 27, 2021 in Sao Paulo, Brazil. Patricia lives with her husband and five more relatives in an one-room house built above an open sewer. The family has no food at home and lives on donations from neighbours. Brazil undergoes an economic crisis worsen by effects of the pandemic, which has already taken near 400,000 victims. Roughly 55% of the population are facing food insecurity, according a survey carried by Brazilian Research Network on Sovereignty and Food and Nutritional Security. In the largest economy of the region and a global top food producer, every day more citizens become unemployed and are pushed to poverty.  (Photo by Alexandre Schneider/Getty Images)
De acordo com o governo federal, família em extrema pobreza é aquela com renda per capita de até R$ 89 mensais (Foto: Reuters)
  • O número de miseráveis no Brasil bateu recorde em abril: 14,5 milhões de famílias

  • Em função do aumento da extrema pobreza, o Bolsa Família atingiu o maior número de beneficiários

  • Ministério da Cidadania estuda criar um aplicativo para distribuir benefícios sem repasse a prefeituras

Em abril, o Brasil atingiu o maior número de famílias na miséria desde o início dos registros disponíveis do Ministério da Cidadania (a partir de agosto de 2012): 14,5 milhões de lares, representando mais de 40 milhões de pessoas. Antes da pandemia, em fevereiro de 2020, havia 13,4 milhões de famílias vivendo na extrema pobreza.

De acordo com o governo federal, família em extrema pobreza é aquela com renda per capita de até R$ 89 mensais. Há ainda 2,8 milhões de famílias vivendo em pobreza (entre R$ 90 e 178).

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Por causa do maior número de necessitados, o Bolsa Família bateu recorde de beneficiários em maio (14,69 milhões de famílias). Dessas, 9,9 milhões foram elegíveis para receber o novo auxílio emergencial e tiveram um aumento no valor pago.

O Ministério da Cidadania informou ao portal UOL que existe um trabalho de "aprimoramento do conjunto de programas sociais do governo federal, que vai além do Bolsa Família".

"O objetivo é ampliar o alcance das políticas sociais e atingir, com maior eficácia, a missão de superar a pobreza e minimizar os efeitos da desigualdade socioeconômica em nosso país", disse a pasta.

A ideia do governo federal é criar um aplicativo em que o cidadão possa fazer o cadastro diretamente para solicitar o benefício.

"A experiência adquirida com o pagamento do auxílio emergencial em 2020, e replicada neste ano, possibilitou o atendimento a uma ampla parcela da população que, até então, era considerada 'invisível'. É totalmente legítima a preocupação do presidente com a utilização indevida dos programas de transferência de renda para fins políticos. Não admitiremos que o cidadão seja refém de imposições e interesses ideológicos", afirmou o ministério.

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