Missão da OEA não 'observou diretamente nenhuma irregularidade grave' nas eleições dos EUA

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Secretário-geral da OEA, Luis Almagro, em Santo Domingo
Secretário-geral da OEA, Luis Almagro, em Santo Domingo

A missão eleitoral da Organização dos Estados Americanos (OEA) para as eleições nos Estados Unidos disse nesta sexta-feira (6) que não "observou diretamente nenhuma irregularidade grave" e pediu aos candidatos que evitem "especulações nocivas".

Em seu relatório preliminar, a missão constatou que, nos dias seguintes à votação, um candidato - a quem não fez referência - fez declarações sobre a credibilidade do processo.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, denunciou na mesma noite do fim das eleições uma "fraude". Na quinta-feira, ele alertou: "Se os votos ilegais forem contados, eles podem tentar roubar a eleição de nós".

A campanha do magnata republicano iniciou vários processos legais para impugnar os resultados nos estados da Geórgia, Nevada, Pensilvânia e Michigan. 

A missão indicou que é "crítico" que "os candidatos ajam com responsabilidade, apresentando e defendendo demandas legítimas nos tribunais e não especulações infundadas na mídia".

A esse respeito, ele indicou que os observadores situados em Michigan e na Geórgia "não testemunharam nenhuma das irregularidades mencionadas". 

Na quinta-feira, a missão da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) criticou o presidente Donald Trump, observando que suas "acusações infundadas" sobre deficiências sistemáticas nas eleições "prejudicam a confiança" nas instituições. 

A OEA desdobrou uma pequena missão chefiada por seu secretário-geral, o uruguaio Luis Almagro, composta por 28 especialistas de 13 países. 

Almagro foi fotografado na terça-feira com um colete bege com o logotipo da OEA e um distintivo no pescoço, inspecionando uma seção eleitoral em Maryland. 

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